Petróleo dispara, Bolsa cai e dólar avança diante de conflito no Irã

O Ibovespa abriu em queda, mas petroleiras avançam e ajudam a segurar o tombo da Bolsa.

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Publicado em 02/03/2026 às 10:49h - Atualizado 15 minutos atrás Publicado em 02/03/2026 às 10:49h Atualizado 15 minutos atrás por Marina Barbosa
O Brent tocou os US$ 80 o barril nesta 2ª feira (Imagem: Shutterstock)
O Brent tocou os US$ 80 o barril nesta 2ª feira (Imagem: Shutterstock)
A escalada dos conflitos no Oriente Médio sacode os mercados globais nesta segunda-feira (2).
O petróleo disparou depois que Estados Unidos e Israel atacaram o Irã, que logo reagiu lançando novos ataques e fechando uma das principais rotas de petróleo do mundo, o Estreito de Ormuz.
🛢️ O Brent chegou a subir 10% e tocou nos US$ 80 o barril na reabertura das negociações, no domingo (1º). E, na manhã desta segunda-feira (2), seguia bem perto desta marca.
A disparada dá fôlego a ações de petroleiras, como a Petrobras (PETR4). Contudo, não é o suficiente para sustentar as bolsas globais.
As bolsas fecharam majoritariamente em queda na Ásia e também operam no vermelho na Europa. O clima de aversão ao risco ainda se fez presente na abertura do mercado brasileiro.
📊 O Ibovespa perdeu mais de mil pontos nos primeiros minutos de negociação, chegando a bater nos 186 mil pontos. Porém, o baque logo perdeu força e o Ibovespa retomou os 187 mil pontos, graças ao suporte das petroleiras. 
A Petrobras subia mais de 3% às 10h30, mas as petroleiras juniores subiam ainda mais, veja:
Já o dólar e o ouro operam em alta, com os investidores buscando proteção em meio ao aumento das tensões geopolíticas.
💵 A moeda chegou a subir mais de 1,4% ante o real e tocou nos R$ 5,20 às 10h10. Já o ouro avançava quase 3% e era negociado acima dos US$ 5,4 mil a onça-troy.
Já o Bitcoin (BTC) passou a subir diante do conflito, após semanas de baixa. A criptomoeda avançava mais de 5% e já era negociada na casa dos US$ 69 mil na tarde desta segunda-feira (2).

Conflito se alastra no Oriente Médio

Estados Unidos e Israel atacaram o Irã no sábado (28), mesmo depois de semanas de negociação entre os americanos e os iranianos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o objetivo era destruir o programa nuclear do Irã e, assim, "defender o povo americano" de "ameaças do governo iraniano".
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também falou em pôr fim a uma "ameaça existencial representada pelo regime terrorista no Irã".
Os ataques ainda provocaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. E deflagraram ataques entre Israel e o Hezbollah no Líbano.
O Irã classificou os ataques como uma "agressão militar criminosa" e revidou, lançando ataques contra o território israelense e bases militares americanas no Oriente Médio.
O país persa ainda fechou o Estreito de Ormuz no sábado (28), dizendo que não havia condições para uma passagem segura pela rota no momento.
O Estreito de Ormuz é vital para o mercado mundial de energia, pois é rota para cerca de 20% da produção mundial de petróleo.
Para ampliar o clima de incertezas, o chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, disse nesta segunda-feira (2) que o país não pretende negociar com os Estados Unidos.
O recado vem depois de Trump dizer que a nova liderança do Irã estava aberta ao diálogo e indicar que, mesmo com uma eventual negociação, a guerra poderia se arrastar pelas próximas quatro semanas no Oriente Médio.