O
petróleo opera em forte baixa nesta segunda-feira (23), diante da possibilidade de uma trégua na guerra no Irã.
🚨 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que teve "conversas muito boas e produtivas" com o Irã sobre o fim do conflito.
Por isso, decidiu suspender os ataques contra centrais elétricas e infraestruturas energéticas iranianas nos próximos cinco dias, enquanto essa negociação avança.
Logo depois, Omã disse que trabalha intensamente para garantir a segurança na travessia do Estreito de Ormuz.
Redução da tensão
Fundamental para o escoamento do petróleo, o Estreito de Ormuz fica entre as costas do Irã e de Omã e foi bloqueado pela guerra.
No sábado (21), Trump havia dado 48 horas para que o Irã garantisse a retomada segura da passagem por Ormuz e ameaçou destruir as centrais elétricas iranianas caso o prazo não fosse cumprido.
A Guarda Revolucionária do Irã reagiu, dizendo que lançaria novos ataques no Golfo Pérsico e fecharia totalmente o acesso a Ormuz caso os americanos cumprissem a promessa.
Segundo autoridades iranianas, o estreito está aberto para as embarcações que não pertencem aos seus "inimigos". Ou seja, àquelas que não são dos Estados Unidos ou de Israel.
A poucas horas do fim do prazo de 48 horas, contudo, Trump afirmou que avançou nas negociações com o Irã e decidiu suspender os ataques pelos próximos cinco dias.
Alívio nos mercados
📉 A promessa de Trump reduziu a tensão no mercado na manhã desta segunda-feira (13), ajudando os preços do petróleo.
O
barril do tipo Brent chegou a cair mais de 13% após a declaração de Trump, voltando a ser negociado abaixo dos US$ 100. O petróleo do tipo
WTI segue a mesma tendência.
O alívio das tensões também deu gás às Bolsas de Valores e tirou pressão do câmbio na abertura desta segunda-feira (13).
📈 No Brasil, o
Ibovespa chegou a avançar mais de 2,5% logo após a abertura, retomando o patamar dos 180 mil pontos. Já o
dólar recuava 0,84% às 10h40, cotado a R$ 5,26.
Apesar disso, o
Boletim Focus mostrou que o mercado passou a prever uma inflação e juros maiores no Brasil diante da guerra e dos seus efeitos sobre os preços do petróleo.
Segundo o Focus, o mercado espera que a
inflação avance 4,17% em 2026 e que a
Selic termine o ano em 12,50%. Ou seja, abaixo dos atuais 14,75%, mas um pouco acima dos 12,25% projetados há apenas uma semana.