Petrobras supera R$ 600 bi em valor de mercado pela 1ª vez com petróleo em US$ 92

A valorização dos papéis tem como pano de fundo a disparada do petróleo que acumula alta superior a 30% em março e opera acima dos US$ 90.

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Publicado em 11/03/2026 às 14:58h - Atualizado 2 minutos atrás Publicado em 11/03/2026 às 14:58h Atualizado 2 minutos atrás por Matheus Silva
Por volta de 14h45, as ações preferenciais operavam com alta de 4,01%, a R$ 44,65 (Imagem: Shutterstock)
Por volta de 14h45, as ações preferenciais operavam com alta de 4,01%, a R$ 44,65 (Imagem: Shutterstock)
🚀 As ações da Petrobras (PETR4) avançavam mais de 4% nesta quarta-feira (11), liderando a ponta positiva do Ibovespa (IBOV) e figurando como o papel mais negociado da bolsa brasileira. 
Com a disparada, a estatal superou R$ 600 bilhões em valor de mercado pela primeira vez na história.
Por volta de 14h45 (horário de Brasília), os papéis preferenciais (PETR4) operavam com alta de 4,01%, a R$ 44,65, após atingirem máxima intradia de R$ 44,80, com avanço de 4,36%. Os papéis ordinários (PETR3) subiam 4,39%, a R$ 48,71. 
As ações lideravam o giro financeiro da sessão, com 42,2 mil negócios e movimentação de R$ 1,58 bilhão.
O recorde anterior havia sido registrado na última sexta-feira (6), quando a companhia atingiu R$ 580,1 bilhões em reação ao balanço do quarto trimestre de 2025 e à sinalização da diretoria sobre a retomada de dividendos extraordinários.

Petróleo acumula alta de mais de 30% em março

A valorização dos papéis tem como pano de fundo a disparada do petróleo desde o início da guerra no Irã. O barril do Brent, referência para o mercado global, acumula alta superior a 30% em março e opera no patamar de US$ 90. 
Nesta quarta-feira (11), os contratos mais líquidos para maio avançavam 5%, a US$ 92,25 o barril, na ICE, em Londres.

Governo descarta intervenção na Petrobras

Na terça-feira (10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu-se com integrantes do governo para discutir os impactos da alta do petróleo. 
📈 O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que não haverá intervenção na Petrobras relacionada a preços de combustíveis, mesmo com o mercado já registrando repasse nos postos, enquanto a estatal ainda segura suas cotações.