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Petrobras (PETR4) terá que retomar imediatamente a oferta de gasolina e diesel ao mercado brasileiro.
Segundo a ANP, o objetivo é evitar problemas de abastecimento, diante da crise deflagrada pela alta do
petróleo.
A agência diz que não há restrições à manutenção das atividades ou à disponibilidade de combustíveis no mercado doméstico no momento.
Contudo, distribuidoras privadas alertaram para o risco de desabastecimento depois que a Petrobras cancelou os leilões.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse, por sua vez, que o problema estava nos importadores privados, que teriam reduzido a oferta em meio à guerra no Irã.
ANP também amplia exigências do setor privado
Diante desse impasse, as importadoras e distribuidoras privadas de combustíveis também entraram na mira da ANP.
🧾 Segundo a ANP, essas empresas terão que enviar dados diários sobre estoques e importações de diesel e gasolina.
O objetivo é garantir um monitoramento dinâmico do abastecimento e, assim, permitir possíveis ações preventivas.
Importadores e refinarias privadas também foram notificadas pela ANP, a exemplo da Refinaria de Mataripe, atualmente administrada pelo fundo árabe Mubadala.
A obrigação ainda vale para a Petrobras, que terá de apresentar informações sobre a oferta e os preços de compra e venda dos combustíveis, além de dados sobre os navios que trazem o insumo ao país.
"As medidas adotadas têm como objetivo, diante do cenário internacional, intensificar o monitoramento de estoques e importações e prevenir possíveis futuros problemas de abastecimento", disse a ANP.
Fiscalização de preços
Além disso, a ANP intensificou a fiscalização de postos e distribuidoras de combustíveis para evitar a cobrança de preços abusivos ao consumidor.
💲 Vibra, Ipiranga e Raízen estão entre as empresas que já foram notificadas pela agência nesta operação. Por isso, terão que apresentar esclarecimentos sobre seus custos e eventuais aumentos sem justa causa.
A fiscalização foi intensificada porque houve queixas de alta no preço dos combustíveis, mesmo depois que o
governo federal reduziu os impostos que incidem sobre o insumo e ofereceu uma
subvenção às comercializadoras para amenizar o impacto da alta do petróleo no bolso do consumidor.
Além disso, o governo federal endureceu a fiscalização do piso mínimo do frete nessa quinta-feira (19), para tentar conter a ameaça de
greve dos caminhoneiros, o que parece ter surtido efeito até o momento.
Diante dessas medidas, a alta dos combustíveis foi criticada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos últimos dias. Segundo ele, o governo fez um esforço para enfrentar o problema e ainda assim o preço subiu, porque tem "gente que gosta de tirar proveito da desgraça".