🚨 A
Petrobras (PETR4) solicitou ao Ibama autorização para perfurar três poços contingentes ao poço principal Morpho, já licenciado pelo órgão, no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, no Amapá.
O pedido foi feito pela estatal na semana passada, segundo processo ao qual o Valor Econômico teve acesso e divulgou informações nesta terça-feira (7).
Os três poços já estavam previstos no licenciamento ambiental da perfuração em andamento. Os poços foram denominados Manga, Crotalus e Extensão (PAD) de Morpho.
Cada um tem características distintas de localização e profundidade. O Manga está a 173 quilômetros da costa, com perfuração estimada em 160 dias e profundidade de 2.811 metros.
O Extensão (PAD) de Morpho será perfurado a 181 quilômetros da costa, também por 160 dias, a 2.991 metros de profundidade. O Crotalus ficará a 174 quilômetros da costa, com duração estimada de 150 dias e profundidade de 2.914 metros.
Por que a Petrobras pediu os três poços agora
A estatal explica que o aprofundamento do conhecimento geológico da região, após o avanço das operações no poço Morpho, permitiu identificar oportunidades mais promissoras do que as originalmente mapeadas.
"Com a perspectiva de continuidade das operações no bloco após a perfuração do poço Morpho e com o aprofundamento do conhecimento dos prospectos, foi possível identificar melhores oportunidades, com maior chance de sucesso, de modo que os dados dos poços foram complementados e atualizados", afirmou a estatal em documento do processo.
O poço Morpho é classificado como pioneiro por ser o primeiro a ser perfurado na região para apurar a existência de petróleo ou gás natural. Os poços contingentes só são abertos a depender dos resultados obtidos no poço principal.
Segundo a Petrobras, "a perfuração dos poços contingentes seguirá os mesmos requisitos e critérios adotados para o poço Morpho, contemplado pela licença LO nº 1684/2025 do Ibama."
Além da perfuração dos três poços, a estatal solicitou permissão para realizar testes de formação, que avaliam a profundidade dos reservatórios eventualmente descobertos.
A Petrobras também requereu autorização para executar as operações de abandono dos quatro poços previstos, incluindo o Morpho. O abandono é o fechamento definitivo dos poços após a perfuração, com instalação e teste de tampões mecânicos e de cimento para garantir a vedação.
Custo total de perfuração cai 2,25% com revisão das estimativas
A Petrobras também recalculou os custos totais da operação com base em dados mais recentes de mercado e ajustes nas estratégias operacionais.
O custo total caiu 2,25%, de R$ 861,77 milhões estimados em 2022 para R$ 842,40 milhões, valor atualizado em 2025.
📊 A companhia atribuiu a redução a "maior previsibilidade e racionalização dos dispêndios originalmente estimados."