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BTG Pactual (BPAC11) elevou a recomendação das ações da
Petrobras (PETR4) para compra, mesmo após a forte valorização dos papéis em 2026. No ano, os ativos da estatal já acumulam alta de cerca de 56%, mas os analistas ainda enxergam potencial adicional de valorização.
📊 O banco revisou o preço-alvo para o final de 2026 para US$ 21 por ADR, o equivalente a cerca de R$ 56 por ação de PETR4, acima da estimativa anterior de US$ 15 por ADR (aproximadamente R$ 40 por ação). A recomendação passou de neutra para compra.
Segundo o BTG, a mudança é sustentada por três fatores principais que, na visão do banco, reforçam o caso de investimento na companhia.
1º motivo
O primeiro argumento apontado pelo banco é o chamado “valor de escassez” da Petrobras entre empresas de energia de mercados emergentes.
Na avaliação dos analistas, a estatal ocupa uma posição relativamente única entre as grandes produtoras globais do setor. “A Petrobras oferece valor de escassez, sendo uma das poucas empresas de mercados emergentes com potencial de investimento”, afirma o relatório.
O banco também destaca que as eleições presidenciais no Brasil podem funcionar como um catalisador adicional para os papéis. De acordo com os analistas, um cenário político mais favorável ao mercado poderia reduzir o custo de capital próprio da empresa e ampliar o potencial de valorização das ações.
2º motivo
👀 Outro ponto destacado pelo BTG é o perfil de produção da Petrobras, considerado robusto em comparação com o de concorrentes globais.
O banco estima que a produção doméstica de petróleo da companhia fique em torno de 2,5 milhões de barris por dia em 2026. A expectativa é de crescimento gradual ao longo dos próximos anos, com uma taxa média anual próxima de 3,3% entre 2025 e 2028.
Segundo o relatório, esse perfil de crescimento coloca a empresa em posição competitiva frente a outras grandes companhias do setor. “Acreditamos que o perfil de produção da Petrobras permanece robusto”, destacam os analistas.
3º motivo
O terceiro fator apontado pelo banco é a expectativa de retomada da geração de fluxo de caixa excedente nos próximos trimestres.
🗣️ Considerando o preço do petróleo Brent em torno de US$ 80 por barril em 2026 e a manutenção dos preços domésticos de combustíveis, o BTG projeta um rendimento de fluxo de caixa para o acionista de cerca de 10% em 2026 e dividend yield próximo de 9% no mesmo período.
Para 2027, as estimativas apontam para um rendimento de FCFE próximo de 13%, o que manteria a companhia com retornos superiores aos de muitas empresas globais do setor. “Acreditamos que a Petrobras retomará a geração de fluxo de caixa excedente nos próximos trimestres”, afirma o banco no relatório.