Petrobras (PETR4): Veja o que foi decidido após a greve de 24hrs
Entre as reivindicações, estava a manutenção dos três dias de home office na semana e do atual PLR.
A Petrobras (PETR4) contratou nesta quinta-feira (12) a construção e o afretamento de 12 embarcações de apoio às plataformas de petróleo. Os contratos somam R$ 16,5 bilhões.
🚢 De acordo com a estatal, essas embarcações serão fundamentais para as operações de logística de Exploração e Produção previstas até 2028.
A CEO da Petrobras, Magda Chambriard, destacou ainda que a modernização da frota de embarcações de apoio está prevista no plano estratégico da estatal.
As embarcações são do tipo PSV (Platform Supply Vessel) e contarão com um sistema propulsivo híbrido, que combina motores elétricos e baterias com geradores movidos a diesel/biodiesel. Por isso, também dialogam com o objetivo da estatal de reduzir as emissões de gases do efeito estufa.
"Essas novas unidades não só irão incorporar o que há de mais moderno em tecnologia, como também representam nosso engajamento com melhores práticas sustentáveis e inovadoras", disse Magda Chambriard.
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Os contratos assinados pela Petrobras exigem 40% de conteúdo local durante a fase de construção das embarcações.
💲 Por isso, a estatal calcula que R$ 5,2 bilhões do valor total dos contratos serão destinados para investimentos na indústria naval brasileira. Também está prevista a geração de 11 mil empregos diretos e indiretos.
As embarcações serão construídas nos estaleiros das empresas Bram Offshore e Starnav Serviços Marítimo, em Santa Catarina. Pelo contrato, cada empresa será responsável pelo afretamento de seis embarcações e o período de operação é de 12 anos.
Em evento com representantes da indústria naval na terça-feira (10), Magda Chambriard disse que a Petrobras "acredita na capacidade do fornecedor nacional" e "está profundamente comprometida em impulsionar a indústria brasileira".
O novo plano estratégico da Petrobras, apresentado no final de novembro, prevê a contratação de 80 a 90 embarcações de 2025 a 2029. Logo, está alinhado aos planos de exploração e crescimento da Petrobras, mas também pode contribuir com o objetivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de recuperar a indústria naval brasileira.
Entre as reivindicações, estava a manutenção dos três dias de home office na semana e do atual PLR.
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