Em busca de novas fronteiras para a exploração de petróleo, a
Petrobras (PETR4) pode voltar seus olhos para a Bacia do Marajó, no Pará.
💲 A estatal decidiu investir R$ 2,8 milhões em um projeto do SGB (Serviço Geológico do Brasil) que busca ampliar o conhecimento sobre a região.
O Acordo de Cooperação Técnica prevê a revisão e atualização da Carta Estratigráfica da Bacia do Marajó. É um trabalho que, segundo o SGB, permitirá a compreensão de sistemas petrolíferos e áreas potenciais, além de fornecer dados para a avaliação de recursos minerais e hídricos da região.
Área estratégica
De acordo com o SGB, esta é uma área estratégica em recursos energéticos, que tem potencial para armazenamento de petróleo.
A Bacia do Marajó se estende por uma área de 53 mil km², na confluência dos rios Amazonas e Tocantins, entre as bacias dos rios Amazonas e Parnaíba.
Ou seja, não está muito distante da Foz do Amazonas, onde a Petrobras já tem avançado na exploração de petróleo.
O diretor-presidente do SGB, Vilmar Medeiros Simões, disse que a produção de informações técnicas qualificadas sobre a Bacia do Marajó deve contribuir para o planejamento e para a tomada de decisão sobre o uso sustentável dos recursos naturais.
Segundo ele, é um trabalho que está "em sintonia com as diretrizes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem reafirmado o papel estratégico da ciência e da soberania nacional no desenvolvimento do país".
O trabalho do SGB na Bacia do Marajó será conduzido por uma equipe multidisciplinar de vinte e um pesquisadores, tecnologias de ponta como a Inteligência Artificial, e deve se estender por 18 meses.
Novas fronteias de exploração
Enquanto isso, a Petrobras segue tentando avançar na exploração de petróleo na
Foz do Amazonas e na Margem Equatorial.
Além disso, a estatal tem feito parcerias na costa da
África, que apresenta características semelhantes ao pré-sal.
A Petrobras tem buscado ampliar a sua área de exploração para garantir a recomposição das reservas de petróleo, pois há uma perspectiva de que a produção do pré-sal entre em declínio a partir de 2031.