Petrobras (PETR4) demite diretor responsável por leilão criticado por Lula

Estatal ainda confirmou indicação de um novo presidente para seu Conselho de Administração.

Author
Publicado em 07/04/2026 às 09:31h Publicado em 07/04/2026 às 09:31h por Marina Barbosa
Petrobras anunciou mudanças na segunda-feira (Imagem: Shutterstock)
Petrobras anunciou mudanças na segunda-feira (Imagem: Shutterstock)
O alto escalão da Petrobras (PETR4) não passou imune pelos últimos movimentos do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
⛽ A estatal demitiu o diretor responsável pela área de comercialização de combustíveis, Claudio Romeo Schlosser, pouco depois de o presidente Lula criticar o último leilão de gás de cozinha da empresa.
Lula disse na última quinta-feira (2) que o leilão foi feito com "cretinice" e "bandidagem", pois não respeitava a orientação do governo de não aumentar os preços do gás de cozinha. Por isso, prometeu anular o certame.
Além disso, a Petrobras confirmou a troca de comando do seu Conselho de Administração, já que o ex-presidente do board, Bruno Moretti, deixou o cargo para assumir o posto de ministro do Planejamento e Orçamento. A mudança ocorreu em meio à reforma ministerial do governo Lula, realizada de olho nas eleições de 2026.

Como fica a diretoria?

O diretor executivo de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Claudio Romeo Schlosser, foi desligado nessa segunda-feira (6).
Com isso, o posto passa para as mãos de Angélica Laureano, que estava à frente da diretoria executiva de Transição Energética e Sustentabilidade.
Já a área de transição e energética e sustentabilidade fica temporariamente sob os cuidados do diretor executivo de Processos Industriais e Produtos, William França.

E o Conselho de Administração?

Com a saída de Bruno Moretti, a presidência do Conselho de Administração da Petrobras ficou com o conselheiro Marcelo Weick Pogliese.
Porém, o mandato de Pogliese será temporário porque o governo federal já indicou outro nome para o posto: o Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Santos Mello.
De acordo com a Petrobras, a indicação será submetida à análise dos requisitos legais, de gestão e integridade pertinentes. Depois disso, precisará ser confirmada na Assembleia Geral Ordinária de acionistas convocada para 16 de abril.
Vale lembrar que o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já havia recomendado Guilherme Mello para uma diretoria do Banco Central. A indicação, no entanto, gerou desconfiança no mercado, devido ao perfil mais heterodoxo de Mello, e acabou não sendo oficializada por Lula.