🚀 As ações da
Petrobras (PETR4) dispararam nesta sexta-feira (6) na B3, liderando a ponta positiva do
Ibovespa (IBOV) e figurando como o papel mais negociado da bolsa brasileira.
Com a forte movimentação, a estatal superou R$ 580,1 bilhões em valor de mercado pela primeira vez na história. O último recorde havia sido registrado em fevereiro de 2024, quando a companhia atingiu R$ 571,4 bilhões.
Os papéis preferenciais chegaram a avançar 6%, a R$ 43,12, enquanto os ordinários (
PETR3) atingiram máxima intradia com alta de 6,89%, a R$ 47. As ações responderam por cerca de 14% do giro financeiro da
B3 (B3SA3) no pregão, movimentando aproximadamente R$ 3,5 bilhões.
Resultado do 4T25 e dividendos impulsionam
A valorização reflete a reação positiva do mercado ao balanço do quarto trimestre de 2025. Entre outubro e dezembro, a Petrobras registrou
lucro líquido de R$ 15,6 bilhões, revertendo o prejuízo de R$ 16,9 bilhões apurado no mesmo período do ano anterior.
Na comparação com o terceiro trimestre, o resultado representa recuo frente aos R$ 32,8 bilhões apurados anteriormente.
Segundo a companhia, "o trimestre refletiu maior volume de petróleo vendido e exportações em nível elevado, além de maiores vendas de derivados no mercado interno."
"Os resultados e os dividendos vieram muito em linha com as nossas estimativas", escreveu a equipe liderada pelo analista-chefe de óleo e gás Regis Cardoso. "A geração de caixa ficou em linha, mas com uma composição que pode levantar dúvidas, já que houve contribuição relevante do capital de giro."
"Se a gente entender que temos um nível elevado de caixa, a gente adoraria fazer uma distribuição de dividendos extraordinários, desde que a gente tenha certeza que não há impacto na financiabilidade dos nossos projetos", afirmou o CFO (diretor financeiro) Fernando Melgarejo.
Petróleo acima de US$ 90 reforça alta das ações
Em segundo plano, a disparada dos preços do
petróleo também contribuiu para a valorização dos papéis.
📊 No início da tarde, o petróleo Brent avançava mais de 10%, com o barril sendo negociado acima de US$ 90, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio e ao temor de uma crise de abastecimento com o
fechamento do Estreito de Ormuz.