Petrobras (PETR4) paralisa perfuração na Foz do Amazonas após vazamento
Estatal diz que incidente foi controlado, mas que atividades ficarão suspensas por mais de 10 dias.
🚨 O sonho da Petrobras (PETR4) de abrir uma "nova Guiana" em território brasileiro sofreu um revés regulatório nesta quinta-feira (7).
A ANP (Agência Nacional de Petróleo) condicionou a retomada das atividades de perfuração na Bacia da Foz do Amazonas à prestação de esclarecimentos detalhados sobre o vazamento de fluido sintético ocorrido no último domingo (3).
A decisão atinge em cheio a sonda ODN II (NS-42), que operava no poço Morpho, a 175 km da costa do Amapá, e agora só poderá voltar a perfurar após autorização expressa da agência.
O incidente, inicialmente reportado como a perda de 15 metros cúbicos de fluido, revelou-se mais grave. Documentos vistos pela Reuters apontam que o volume vazado foi de pouco mais de 18 metros cúbicos.
Embora a Petrobras garanta que o material é biodegradável e que o vazamento foi contido rapidamente nas linhas auxiliares que conectam a sonda ao poço, a ANP exige uma avaliação inicial das causas e dos impactos potenciais antes de liberar a continuidade dos trabalhos.
A Petrobras trabalhava com um cronograma otimista, estimando que a campanha poderia ser retomada em até 20 dias. No entanto, o rigor da ANP e a possibilidade de uma inspeção presencial na sonda em fevereiro podem esticar esse prazo.
Desde que iniciou a perfuração em outubro de 2025, a estatal previa uma operação de cinco meses para concluir o poço, que é visto como a chave para confirmar se a geologia da região realmente espelha os campos bilionários da vizinha Guiana. A paralisação ocorre em um momento de forte pressão política e social.
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Organizações indígenas e ativistas ambientais, que historicamente se opõem à exploração na Foz do Amazonas, utilizaram o vazamento como prova dos riscos inerentes à atividade em ecossistemas sensíveis.
Para a Petrobras, qualquer falha técnica nesta fase exploratória é um combustível extra para as críticas de quem defende a proteção integral da região.
Para o mercado financeiro, a notícia traz volatilidade, mas ainda não altera a tese estrutural de longo prazo. A Margem Equatorial é o principal vetor de crescimento de reservas da Petrobras para a próxima década.
O mercado aguarda agora a resposta técnica da companhia à ANP, que durante a reunião de quarta-feira admitiu ainda não saber a causa exata do rompimento das linhas.
Se a Petrobras conseguir provar que o incidente foi um evento isolado e sem danos ambientais significativos, a autorização pode sair antes da inspeção de fevereiro.
Caso contrário, o alto custo de manutenção da sonda parada e o atraso na coleta de dados podem pesar nos resultados do primeiro trimestre de 2026.
📊 A Petrobras segue sob a lupa do regulador e da opinião pública, em uma operação onde a margem de erro é praticamente zero.
Estatal diz que incidente foi controlado, mas que atividades ficarão suspensas por mais de 10 dias.
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