🚨 A
Petrobras (PETR4) afirmou que segue sua estratégia comercial para preços de combustíveis e negou estimativas divulgadas na imprensa sobre defasagem relevante em relação ao mercado internacional.
A manifestação foi feita em resposta a um ofício da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que questionou a companhia após notícias apontarem interferência política na política de preços.
O pedido de esclarecimento teve como base as declarações do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a necessidade de evitar repasses ao consumidor diante da alta internacional do petróleo e das tensões no Oriente Médio.
Abicom apontava defasagem de R$ 3,05 no diesel e R$ 1,61 na gasolina
Segundo dados da Abicom (Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis) divulgados no início da semana, a defasagem dos preços nas refinarias da Petrobras havia atingido R$ 3,05 por litro no diesel e R$ 1,61 por litro na gasolina.
Analistas também projetavam perdas potenciais bilionárias caso a diferença persistisse.
A Petrobras rebateu os cálculos e afirmou não reconhecer tais estimativas, reforçando seu compromisso com a sustentabilidade financeira e declarando que sua governança e deveres fiduciários estão sendo plenamente observados.
Petrobras defende política de preços sem periodicidade fixa
Em sua defesa, a estatal reiterou que os reajustes não seguem periodicidade fixa e são realizados com base em análises técnicas, levando em conta condições de refino, logística e o objetivo de reduzir a volatilidade no mercado interno.
A empresa afirmou que sua política atual, anunciada em 2023, "busca evitar o repasse automático de oscilações externas."
A companhia também citou medidas recentes como o aumento de R$ 0,38 por litro no preço do diesel A para distribuidoras e a adesão a um programa federal de subvenção que adiciona R$ 0,32 por litro.
📈 Segundo a Petrobras, o efeito combinado equivale a R$ 0,70 por litro.