Hypera (HYPE3) pagará R$ 185 mi em JCP após lucrar R$ 450 mi no 4T25
Terão direito aos proventos os acionistas com posição em 31 de março de 2026, incluindo as ações emitidas no aumento de capital.
Há cerca de dois meses, a EMS fez uma oferta pelo controle de sua principal concorrente, a Hypera (HYPE3), que foi negada pelo conselho da farmacêutica. Apesar disso, o apetite de Carlos Sanchez, dono da EMS, pela companhia parece continuar vivo.
📄 Um comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), publicado na noite desta sexta-feira (19), informou o aumento na participação na Hypera. Segundo o documento, por meio da Perenne Investimentos, o empresário alcançou uma participação superior a 6% na EMS.
Estima-se que o fundo tenha adquirido 12,6 milhões de ações da companhia, o que seria equivalente a mais de 2% do capital social. Os investidores precisam comunicar à CVM sempre que excedem uma participação de 5% em uma companhia listada na bolsa de valores.
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Em outubro, a EMS apresentou uma OPA (Oferta Pública de Aquisição), propondo o pagamento de R$ 30 por ação da companhia. Embora o valor representasse um prêmio de 40% em relação ao fechamento do dia anterior, a oferta foi recebida em mau tom pela companhia, que negou a proposta de fusão.
A EMS aproveitou um momento considerado sensível, logo depois que a Hypera apresentou um plano de otimização de capital. Na sequência da negativa, as ações da companhia chegaram a despencar no pregão, mas o controlador, João Alves de Queiroz Filho, fez compras adicionais para elevar os papéis ao patamar anterior.
Terão direito aos proventos os acionistas com posição em 31 de março de 2026, incluindo as ações emitidas no aumento de capital.
A operação previa a emissão de até 70.588.236 ações, diz o comunicado da empresa.