Oi (OIBR3) vende ativos de telefonia fixa, orelhões e linhas de emergência

A unidade de telefonia fixa da Oi foi arrematada por R$ 60,1 milhões pela Método Telecom.

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Publicado em 09/04/2026 às 20:12h Publicado em 09/04/2026 às 20:12h por Marina Barbosa
OIBR3 ainda vive à margem de processo de falência (Imagem: Shutterstock)
OIBR3 ainda vive à margem de processo de falência (Imagem: Shutterstock)
A Oi (OIBR3) fechou a venda da sua operação de telefonia fixa para a Método Telecom, mediante o pagamento de R$ 60,1 milhões à vista.
O negócio foi mediado pela Justiça do Rio de Janeiro, para garantir a continuidade do serviço mesmo diante do processo de falência da companhia.
📞 Afinal, a operação abrange serviços essenciais para a população brasileira, como os números emergenciais 190, 192 e 193, utilizados por Polícia Militar, SAMU e Corpo de Bombeiros, respectivamente.
Além disso, a Oi é a única operadora de telefonia fixa de aproximadamente 7,4 mil localidades brasileiras. Por isso, ao comprar o ativo, a Método Telecom concordou em manter esse serviço até pelo menos dezembro de 2028.  
O negócio ainda contempla telefones de uso público, os orelhões, e a rede de infraestrutura de telecomunicações da Oi, que inclui torres, postos e cabos.
Já as dívidas relacionadas a esses ativos ficam com a Oi, para que a Método Telecom tenha condições de garantir a manutenção do serviço e possivelmente fazer investimentos na rede.

Leilão

O processo de venda da operação de telefonia fixa da Oi atraiu duas empresas: a Método Telecom e a Sercomtel Telecomunicações.
💵 A Método sagrou-se vencedora do leilão nessa quarta-feira (8), depois de oferecera um valor ligeiramente superior ao da Sercomtel e com pagamento à vista.
Enquanto a Método ofereceu um pagamento único de R$ 60,1 milhões, a Sercomtel propôs um valor de R$ 60 milhões em 10 parcelas mensais, corrigidas pela inflação.
A proposta passou pelo crivo do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, assim como pelo administrador, observador e gestor judicial da Oi.
A Oi lembrou, por sua vez, que a conclusão do negócio ainda depende da aprovação da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Venda de ativos

A Justiça também aprovou a venda dos ativos de fibra óptica da Oi na semana passada, mas neste caso com o objetivo de garantir o pagamento dos credores da companhia.
A Oi tentava há meses vender a sua participação de 27,26% na V.tal, empresa de infraestrutura digital que opera a maior de rede de fibra ótica no Brasil.
O objetivo era levantar ao menos R$ 12,3 bilhões com o ativo, mas nenhuma proposta cobriu esse valor. 
Em leilão realizado no início de março, apenas o BTG Pactual (BPAC11) fez uma oferta pela fatia da Oi na V.tal. A oferta foi de R$ 4,5 bilhões, mas acabou sendo aceita pela empresa e pela Justiça após cerca de um mês de análise.