Quase todo investidor já ouviu falar da gigante americana
Nvidia (NVDC34), empresa avaliada em US$ 4,5 trilhões e responsável por fabricar os chips de última geração utilizados nos projetos de
inteligência artificial (IA) do mundo. Só que uma empresa chinesa, a
Baidu (BIDU34) inicia 2026 desafiando esse poderio.
Afinal de contas, as ações da Baidu negociadas na Bolsa de Valores de Hong Kong dispararam quase +10% nesta sexta-feira (2), o primeiro pregão de 2026, à medida que os investidores globais se animaram com o fato de a provedora de internet chinesa revelar
planos de listar uma fabricante de chips de IA na principal bolsa de valores da Ásia.
O próprio Hang Seng, que funciona como uma espécie de
"Ibovespa da Ásia", abriu o ano forte, subindo +2,76% e
liderando os ganhos dos mercados financeiros do outro lado do planeta, justamente impulsionado pela tese da inteligência artificial.
Na prática, o plano da Baidu é transformar seu braço de inteligência artificial, a Kunlunxin, em uma empresa de capital aberto. Embora valores oficiais não tenham sido revelados até o momento, analistas estimam que essa "Nvidia chinesa" pode movimentar entre US$ 16 bilhões e US$ 23 bilhões em seu
IPO em Hong Kong.
O que desperta ainda mais o interesse dos investidores globais pela tese da IA, agora na Ásia, é o fato de outra empresa chinesa, a Shanghai Biren Technology Co. ter estreado hoje em Hong Kong com valorização de quase +76%, movimentando praticamente US$ 900 milhões em seu
IPO.
Essa desenvolvedora de unidades de processamento gráfico (GPUs, na sigla em inglês) permite o treinamento e execução de modelos de inteligência artificial, o que evidencia as ambições geopolíticas da China de disputar terreno com os Estados Unidos na fronteira tecnológica.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Baidu (BIDU34) há 12 meses, hoje você teria
R$ 1.428,57, já considerando o reinvestimento dos
dividendos em dólar. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado
R$ 1.341,31 nas mesmas condições.