🚨 O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta segunda-feira (19), o
bloqueio dos bens do empresário Nelson Tanure dentro das investigações que envolvem o extinto
Banco Master.
A decisão busca equiparar o valor do sequestro patrimonial ao montante aplicado contra
Daniel Vorcaro, considerado o controlador da instituição.
A medida atende a um pedido direto da PGR (Procuradoria-Geral da República). De acordo com as apurações da PF (Polícia Federal), existem indícios de que Tanure atuaria como um sócio oculto do Banco Master.
O Ministério Público sustenta que essa influência ocorreria por meio de estruturas societárias complexas e fundos de investimento.
O posicionamento oficial de Nelson Tanure
Diante da repercussão, o empresário veio a público na última quinta-feira (15) para negar qualquer irregularidade ou vínculo societário com a instituição financeira.
Nelson Tanure afirmou que nunca foi controlador do extinto banco e que sua relação com a entidade era puramente comercial.
Ele reforçou que as operações realizadas, como aplicações financeiras e gestão de fundos, ocorreram conforme a legislação vigente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
O bloqueio de bens de Nelson Tanure ocorre em um momento delicado, após o empresário ser alvo de busca e apreensão na última semana.
Essa ação faz parte da segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes estimadas em R$ 5,7 bilhões envolvendo fundos de investimento ligados ao banco.
Histórico e os investimentos de Tanure no Brasil
Nelson Tanure é uma figura central no mercado de capitais brasileiro há décadas.
Com uma trajetória que começou na Bahia, o empresário se especializou em investir em empresas em turn-around ou situações de crise.
Atualmente, ele possui participações relevantes em companhias listadas na B3 (Brasil, Bolsa, Balcão), o que gera atenção redobrada dos pequenos investidores.
📊 Entre os principais ativos ligados ao empresário estão:
Anteriormente, Tanure também teve passagens marcantes pela operadora Oi (OIBR3) e pelo setor de mídia, onde controlou o "Jornal do Brasil" e a "Gazeta Mercantil".
Em sua defesa, ele destacou que os recursos investidos em seus negócios possuem origem exclusiva em sua trajetória empresarial de mais de 50 anos.
📊 Segundo nota de Tanure, ele permanece à disposição da Justiça para esclarecer que os fatos relacionados ao seu nome não possuem irregularidades.