Frete grátis pesa no bolso: Mercado Livre frustra e lucra US$ 523 mi no 2T25
A empresa reportou lucro líquido de US$ 523 milhões, queda de 1,5% em relação ao 2T24 — e abaixo das projeções de mercado.
Um dos maiores shoppings virtuais do país, o Mercado Livre (MELI34) parece ter planos para entrar de vez na venda de medicamentos. A companhia assinou um contrato para a compra da Cuidamos Farma, uma drogaria localizada na zona sul de São Paulo.
A aquisição do ponto físico foi realizada por meio da subsidiária K2I Intermediação e junto da Memed, atual proprietária da farmácia. Essa empresa -focada na digitalização de receitas- tem como sócio Pedro Bueno, um dos acionistas da Dasa.
Por meio de nota à imprensa, o Mercado Livre disse que em um “momento oportuno irá compartilhar mais informações a respeito” do negócio. Já a Memed, confirmou que estaria finalizando as negociações da venda do ativo, sem o estabelecimento de relação societária ou comercial com o novo dono, o que indica um repasse total da farmácia.
Ainda não se sabe quais são exatamente os planos do Meli para a drogaria paulista, mas fontes indicam que a companhia estaria buscando um alvo no mercado de farmácia já há algum tempo. Isso porque sua atual plataforma de vendas online não oferece produtos de saúde, tendo os consumidores que buscarem opções nas concorrentes.
Leia mais: RaiaDrogasil, MRV e mais: Veja as ações que valorizaram até 30% em agosto
Conforme destacou o jornal O Globo, a aquisição já foi submetida aos órgãos de controle, como o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) que deve avaliar a transação. Caso receba o aval, a empresa deve divulgar um fato relevante detalhando os motivos do M&A.
Depois que a informação da compra foi divulgada, as ações da RD Saúde (RADL3) despencaram no pregão. Na última sexta (29), os papéis recuaram quase 7% no intervalo de meia hora.
O Mercado Livre tem suas ações listadas na bolsa de valores Nasdaq, nos Estados Unidos, onde acumulam alta de 40% só neste ano. No último pregão de agosto, os papéis encerraram com uma cotação de US$ 2.472.
Já no Brasil, a empresa argentina negocia seus ativos por meio de BDRs, que também acumulam alta expressiva desde janeiro. Cada papel está disponível por R$ 112, conforme dados da B3.
A empresa reportou lucro líquido de US$ 523 milhões, queda de 1,5% em relação ao 2T24 — e abaixo das projeções de mercado.
Medida visa fazer frente aos principais concorrentes em solo nacional