TikTok Shop chega ao Brasil e ameaça Mercado Livre (MELI34); conheça o e-commerce
A chegada da nova plataforma ao Brasil, prevista para abril, está levantando dúvidas sobre como isso pode impactar gigantes do setor.
📦 Para quem já acompanha o mercado financeiro há algum tempo, não é segredo que o Mercado Livre (MELI34) tem levado a melhor no varejo brasileiro, ameaçando o império de empresas locais já bastante consolidadas, como é o caso, por exemplo, da Magazine Luiza (MGLU3).
Olhando para a trajetória de ambas as ações no acumulado do ano, o Mercado Livre soma valorização de 53%, enquanto os papéis da Magazine Luiza derretem quase 50% até esta quarta-feira (25). Inclusive, nenhuma das varejistas é beneficiada pelo cenário de juros elevados e novo ciclo de alta da Selic.
No entanto, o Mercado Livre tem conseguido se sobressair frente aos seus concorrentes no Brasil dada a sua ampla diversificação de negócios, que ganhou mais um capítulo em setembro de 2024: a entrada no mercado de software de gestão para pequenas e médias empresas.
Através do Mercado Pago, que já responde por quase metade do lucro do Mercado Livre, a companhia espera que todos os seus usuários brasileiros já tenham acesso até outubro deste ano aos primeiros recursos de gestão. Já todas as funcionalidades do software devem ter cobertura nacional até fevereiro de 2025.
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A empresa quer oferecer serviços de emissão de notas fiscais direto da máquina de cartão, computador ou aplicativo, ponto de venda para gestão dentro e fora do ecossistema do Mercado Livre e gestão de produtos e estoques. Isso tudo deve ser lançado em primeira etapa, tendo novos recursos até fevereiro e adiante.
🔎 Dessa maneira, o Mercado Livre deve entrar em rota de colisão com a Totvs (TOTS3), que tem ações listadas na B3. A companhia brasileira atua com softwares de gestão empresarial, com 30% de participação de mercado na América Latina, embora mais de 90% de suas receitas sejam provenientes do Brasil, conforme dados do Investidor10.
Para a Ativa Investimentos, o ingresso do Mercado Livre no segmento é bastante positivo, permitindo que seus usuários tenham um software de gestão empresarial na mesma plataforma que já utilizavam para recebimento de pagamentos.
"Esse movimento deve permitir maior engajamento com o uso do aplicativo, em especial, em regiões em que o aplicativo é menos aproveitado, e deve trazer uma receita incremental para a plataforma", escreve a corretora, em nota obtida pelo Investidor10.
Mesmo que as ações do Mercado Livre já tenham subido bastante no curto prazo, os analistas da Ativa reiteram a recomendação de compra do BDR da varejista, com preço-alvo de R$ 108.
Ou seja, o investidor ainda tem o potencial de embolsar, pelo menos, 12% em ganhos de capital com a valorização dos BDRs do Mercado Livre, atualmente negociados por R$ 96,35 cada.
A chegada da nova plataforma ao Brasil, prevista para abril, está levantando dúvidas sobre como isso pode impactar gigantes do setor.
Varejista ultrapassou 100 milhões de compradores únicos anuais em seu comércio eletrônico, enquanto Mercado Pago somou 61 milhões de usuários