Itaú (ITUB4) lucra R$ 12,3 bi no 4T25 e mantém liderança em rentabilidade

O número ficou praticamente em linha com o mercado, perto dos R$ 12,1 bilhões projetados no consenso da Bloomberg.

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Publicado em 04/02/2026 às 18:56h - Atualizado Agora Publicado em 04/02/2026 às 18:56h Atualizado Agora por Matheus Silva
Um dos principais destaques do balanço foi, mais uma vez, a rentabilidade (Imagem: Shutterstock)
Um dos principais destaques do balanço foi, mais uma vez, a rentabilidade (Imagem: Shutterstock)
🚀 O Itaú Unibanco (ITUB4) encerrou o quarto trimestre de 2025 com lucro recorrente gerencial de R$ 12,3 bilhões, crescimento de 13,2% na comparação anual. 
O resultado ficou praticamente em linha com as estimativas do mercado, que apontavam para lucro de R$ 12,1 bilhões, segundo o consenso da Bloomberg.
O número reforça a percepção de previsibilidade que acompanha o banco há anos. Não por acaso, o Itaú é frequentemente comparado a um “relógio suíço” pelo mercado, dada a consistência na entrega de resultados mesmo em cenários macroeconômicos mais desafiadores.
Diferentemente de outros grandes bancos, o Itaú atravessou 2025 sem sinais relevantes de deterioração operacional. Linhas sensíveis do balanço, como inadimplência, custo de risco e margens, permaneceram sob controle, sustentando o crescimento do lucro sem necessidade de assumir riscos adicionais.
Essa estabilidade contrasta com o desempenho de alguns concorrentes. Enquanto Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11) ainda enfrentam desafios para recompor margens e rentabilidade, o Itaú conseguiu atravessar o ciclo recente com menor volatilidade nos indicadores-chave.

ROE reforça liderança entre os bancões

Um dos principais destaques do balanço foi, mais uma vez, a rentabilidade. O Itaú encerrou o trimestre com ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) de 24,4%, patamar elevado e praticamente estável em relação ao trimestre anterior.
O desempenho mantém o banco confortável na liderança entre os grandes do setor. Para efeito de comparação, o Santander fechou o mesmo período com ROE de 17,6%, evidenciando a diferença estrutural de rentabilidade entre as instituições.
A combinação de lucro crescente, controle de riscos e rentabilidade elevada reforça o status do Itaú como o ativo mais defensivo entre os bancões listados na bolsa.
Analistas seguem apontando o banco como referência em qualidade de balanço, disciplina na alocação de capital e capacidade de gerar resultados consistentes ao longo do ciclo.
Com o resultado do 4T25, o Itaú encerra o ano confirmando o bom momento operacional e mantendo uma posição confortável à frente dos pares, em um cenário em que previsibilidade e solidez seguem sendo atributos cada vez mais valorizados pelo mercado.

Crédito em expansão sustenta crescimento da margem

Além do lucro robusto, o Itaú Unibanco destacou a evolução da carteira de crédito como um dos principais vetores do desempenho em 2025. Segundo o banco, o estoque total de crédito cresceu 6% no ano, alcançando R$ 1,49 trilhão, com avanço de 6,3% na comparação trimestral.
Esse crescimento foi determinante para a expansão da margem financeira com clientes, que avançou 12,1% no período. 
De acordo com o Itaú, o desempenho reflete não apenas o maior volume de operações de crédito, mas também uma combinação favorável de fatores de balanço, incluindo o aumento do volume de passivos e a maior remuneração do capital de giro próprio.
O banco destacou que a gestão ativa do balanço e a disciplina na precificação foram fundamentais para sustentar a expansão das margens sem comprometer o perfil de risco da carteira.

Ecossistema de investimentos ganha escala e relevância

O CEO do Itaú, Milton Maluhy Filho, reforçou que os resultados de 2025 refletem uma estratégia consistente e de longo prazo. Segundo ele, a disciplina de risco, a solidez financeira e a governança robusta continuam sendo pilares centrais da atuação do banco.
“Entregamos resultados consistentes em 2025 com disciplina de risco, solidez e governança robusta. Isso se reflete também no nosso ecossistema de investimentos, no qual administramos, gerimos e custodiamos cerca de R$ 4,1 trilhões em recursos, sustentados por transparência, integridade, suitability e múltiplas camadas de controle”, afirmou o executivo no comunicado que acompanhou a divulgação do balanço.
O crescimento dessa frente amplia a diversificação das receitas do banco e reforça o posicionamento do Itaú como uma plataforma financeira completa, indo além do crédito tradicional.

Despesas sob controle, apesar da alta anual

No campo das despesas, o Itaú informou que os gastos não decorrentes de juros somaram R$ 66,8 bilhões em 2025, representando uma alta de 7,5% em relação a 2024. O aumento reflete investimentos contínuos em tecnologia, digitalização, pessoal e reforço de estruturas de controle e compliance.
Ainda assim, o mercado tende a avaliar positivamente o dado, uma vez que o crescimento das despesas ocorreu em ritmo inferior ao avanço das principais linhas de receita, preservando a eficiência operacional e sustentando a elevada rentabilidade do banco.
Com crédito em expansão, margens em alta e controle de custos, o Itaú encerra 2025 reforçando sua posição como o banco mais sólido e previsível entre os grandes do sistema financeiro brasileiro.

Guidance do Itaú aponta crescimento mais forte em 2026

O guidance do Itaú para 2026 indica uma expectativa de crescimento mais acelerado em relação ao ano anterior. Segundo as projeções, o banco espera expandir sua carteira de crédito em até 9,5%, acima do patamar projetado no guidance passado, que previa avanço de até 8,5%.
A margem financeira com clientes deve crescer entre 5,0% e 9,0% ao longo de 2026. Já a margem financeira com o mercado tem estimativa para ficar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 5,5 bilhões no período.
📈 Em relação ao risco de crédito, o banco projeta um custo entre R$ 38,5 bilhões e R$ 43,5 bilhões. As receitas com prestação de serviços e seguros também devem avançar entre 5,0% e 9,0%, enquanto as despesas não decorrentes de juros têm previsão de crescimento mais moderado, entre 1,5% e 5,5%.