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Ibovespa (IBOV) encerrou esta sexta-feira (13) com queda de 0,91%, aos 177.653 pontos, pressionado pela piora do humor externo, pela escalada das tensões geopolíticas e pelas mudanças nas precificações de corte de juros nos EUA e no Brasil. Na semana, o índice acumulou perda de 0,95%.
O
dólar à vista fechou em alta de 1,41%, a R$ 5,31, maior patamar desde janeiro. Na semana, a divisa acumulou valorização de 1,38% frente ao real.
No cenário doméstico, o principal destaque foi o anúncio da
Petrobras (PETR4) de reajuste de 11,6% no preço do litro do diesel para as refinarias. Segundo o BCG Liquidez, o movimento cancelou o efeito baixista das medidas anunciadas pelo governo na véspera para conter os preços dos combustíveis no
IPCA.
Apesar do reajuste, analistas avaliam que os preços praticados pela estatal seguem defasados frente à PPI. Segundo a Abicom, para alinhar totalmente os preços domésticos às referências internacionais, a Petrobras precisaria elevar o diesel em R$ 2,34 por litro, após mais de 300 dias sem reajustes.
No caso da gasolina, a defasagem é de 43%, o que implicaria aumento de R$ 1,10 por litro.
A expectativa do mercado, no entanto, é de que a estatal não repasse integralmente a volatilidade externa ao consumidor. A Petrobras já confirmou adesão ao programa de subvenção ao diesel anunciado pelo governo nesta semana.
Os papéis da companhia encerraram em queda. As ações ordinárias recuaram 0,54%, a R$ 49,38, e as preferenciais caíram 0,73%, a R$ 44,67.
Copom deve cortar Selic em 0,25 p.p. na próxima semana
As apostas sobre a trajetória da
Selic também foram ajustadas ao longo do pregão. Tanto as Opções do Copom da B3 quanto a curva a termo precificam, majoritariamente, um corte de 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Copom, de 15% para 14,75% ao ano.
Antes da escalada do conflito no Irã, a aposta majoritária era de redução de 0,50 ponto percentual.
Ações cíclicas lideram perdas; BB Seguridade e SLC Agrícola sobem
Em dia de forte aversão ao risco e abertura da curva de juros, as ações cíclicas lideraram a ponta negativa do Ibovespa.
Hapvida (HAPV3),
Braskem (BRKM5) e
CSN (CSNA3) figuraram entre as maiores quedas do pregão, as duas últimas ainda em reação a balanços trimestrais e notícias recentes.
No campo político, candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo deve ser lançada na próxima quinta-feira (19), segundo informações que circularam no mercado. As pesquisas eleitorais também continuaram no radar dos investidores.
PCE em linha com o esperado e Fed mantém juros na semana que vem
No exterior, o PCE, principal referência de inflação para o Fed (Federal Reserve), subiu 0,3% em janeiro, em linha com as expectativas.
Na comparação anual, o índice avançou 2,8%, ligeiramente abaixo dos 2,9% projetados por economistas consultados pelo mercado.
Com os dados de
inflação dentro do esperado e as tensões geopolíticas ainda elevadas, o mercado voltou a considerar setembro como o mês mais provável para a retomada do ciclo de corte de juros nos EUA. Perto do fechamento, a probabilidade de corte em setembro era de 54,2%, segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group.
Para a reunião da próxima semana, a probabilidade de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano é de 99,1%.
📊 Os índices de Wall Street encerraram em queda:
- Dow Jones recuou 0,26%, aos 46.558,47 pontos;
- S&P 500 cedeu 0,61%, aos 6.632,19 pontos; e
- Nasdaq caiu 0,93%, aos 22.105,35 pontos.
📈 Na Europa, o Stoxx 600 fechou com queda de 0,50%, aos 595,85 pontos. Na Ásia, Nikkei recuou 1,16%, aos 53.819,61 pontos, e Hang Seng caiu 0,98%, aos 25.465,60 pontos.