Com gringo comprando, Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) lideram altas no dia
Os papéis das duas companhias sobem e figuram entre os principais responsáveis pelo recorde do Ibovespa.
🚀 O Ibovespa (IBOV) engatou o segundo dia consecutivo de recordes nesta quarta-feira (21) e avançou mais de 5,5 mil pontos, saindo da região dos 166 mil pontos para encostar nos 172 mil pontos. O movimento foi sustentado principalmente pela forte entrada de capital estrangeiro.
Ao fim do pregão, o principal índice da Bolsa brasileira registrou alta de 3,33%, aos 171.816,67 pontos, estabelecendo um novo recorde nominal histórico.
A máxima anterior havia sido registrada na sessão passada, quando o índice fechou aos 166.276,80 pontos.
Durante a sessão, o Ibovespa também renovou sua máxima intradiária ao se aproximar do nível dos 172 mil pontos, reforçando o clima de otimismo que tomou conta do mercado local.
No câmbio, o dólar à vista encerrou as negociações cotado a R$ 5,3208, com queda de 1,11%, refletindo o aumento do apetite por ativos brasileiros.
No noticiário local, investidores acompanharam novos desdobramentos envolvendo o caso Master.
Nesta quarta-feira, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Will, controlada pelo Banco Master Múltiplo.
Ainda assim, o principal fator de atenção ao longo do dia foi o cenário eleitoral. A pesquisa AtlasIntel mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera com folga todos os cenários de primeiro turno para a eleição presidencial prevista para outubro e mantém vantagem nas simulações de segundo turno.
O levantamento, encomendado pela Bloomberg, indica que os possíveis candidatos do campo bolsonarista, o senador Flávio Bolsonaro e o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas, apresentam desempenho semelhante em um eventual segundo turno contra Lula.
No cenário em que Flávio Bolsonaro é o único candidato desse campo, Lula aparece com 49%, enquanto o senador soma 35%, reduzindo a diferença em relação a pesquisas anteriores.
➡️ Leia mais: ‘Não é por acaso’: Entenda por que o JPMorgan está otimista com o Ibovespa
O Ibovespa avançou apoiado pela forte entrada de capital estrangeiro, em meio à saída de recursos dos Estados Unidos diante da escalada recente das tensões geopolíticas provocadas pelo presidente norte-americano Donald Trump.
As ações da Vale (VALE3) e da Petrobras (PETR4) subiram mais de 3% cada. Os papéis da mineradora superaram a marca de R$ 82, no maior nível histórico.
Os bancos também avançaram em bloco, com investidores acompanhando o andamento dos pagamentos aos credores do Banco Master pelo Fundo Garantidor de Crédito. Segundo o FGC, 448 mil dos 800 mil credores já finalizaram o processo de solicitação da garantia.
Vale, Petrobras e bancos juntos representam cerca de 50% da carteira teórica do Ibovespa, o que explica o impacto expressivo desses papéis sobre o desempenho do índice.
A ponta positiva do Ibovespa foi liderada pela Cogna (COGN3), que disparou 11%. Mais cedo, o BTG Pactual elevou a recomendação da ação de neutra para compra e aumentou o preço-alvo de R$ 4 para R$ 5, citando melhora operacional e perspectivas mais favoráveis de geração de caixa.
A única ação a fechar em queda foi a TIM (TIMS3), após o Citi rebaixar sua recomendação de compra para neutra.
➡️ Leia mais: BC decreta liquidação extrajudicial do Will Bank, o banco digital do Master
No exterior, os principais índices de Wall Street avançaram mais de 1%, impulsionados pelo recuo de Donald Trump em relação à imposição de tarifas sobre países europeus e por sinais de possível acordo envolvendo a Groenlândia.
Em discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Trump afirmou que não pretende usar força militar para assumir o controle da ilha.
📊 Mais tarde, declarou que estaria próximo de um entendimento para encerrar a disputa, o que contribuiu para aliviar o ambiente global.
Os papéis das duas companhias sobem e figuram entre os principais responsáveis pelo recorde do Ibovespa.
O principal índice da B3 sobe mais de 2%, com ajuda do capital estrangeiro e de pesos-pesados.