📊 Depois de uma sequência histórica de recordes, o
Ibovespa (IBOV) iniciou a semana em ritmo mais cauteloso e encerrou o pregão desta segunda-feira (26) em leve queda, em um movimento de realização de lucros puxado principalmente pelas ações da
Vale (VALE3).
O principal índice da bolsa brasileira recuou 0,08% e fechou aos 178.720,68 pontos, interrompendo a série de máximas consecutivas.
Já o
dólar à vista manteve a trajetória de acomodação e terminou o dia cotado a R$ 5,27, com leve baixa de 0,12%.
Clima político e dados no radar
A conversa abordou temas como a situação da Venezuela, combate ao crime organizado e a proposta de criação de um Conselho da Paz.
Também ficou acertada uma visita de Lula a Washington, em data a ser definida após compromissos internacionais do presidente brasileiro.
Entre os indicadores, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 252 milhões na última semana de janeiro, segundo dados do MDIC.
O mercado também operou em compasso de
espera pela divulgação do IPCA-15, prevista para esta terça-feira (27), com expectativa de desaceleração da
inflação na margem.
Vale pesa e interrompe sequência positiva
As ações da Vale recuaram 2,29%, além de figurarem como os papéis mais negociados da sessão, com cerca de 60 mil negócios e giro financeiro de R$ 2,2 bilhões.
Segundo a empresa, o fluxo atingiu áreas da
CSN Mineração (CMIN3), sem registro de feridos ou impactos à população do entorno.
Ainda entre os pesos-pesados, a
Petrobras (PETR4) avançou pelo sétimo pregão consecutivo, mesmo com a fraqueza do petróleo no mercado internacional. Já os bancos encerraram o dia sem direção única.
Na ponta positiva do pregão, o destaque ficou com
Localiza (RENT3), que liderou os ganhos do dia.
Exterior segue construtivo
No exterior, os principais índices de Wall Street fecharam em alta, sustentados pela expectativa em torno da temporada de balanços, com resultados de grandes empresas de tecnologia previstos para os próximos dias.
A Casa Branca também informou que Donald Trump deve fazer um pronunciamento sobre a economia dos Estados Unidos nesta terça-feira (27).
As tensões geopolíticas seguiram no radar após Trump ameaçar impor tarifas elevadas a produtos do Canadá caso o país avance em acordos comerciais com a China.
📈 Além disso, os investidores aguardam a primeira decisão de política monetária do ano do Federal Reserve, prevista para quarta-feira (28). A expectativa majoritária é de manutenção dos juros, em meio às pressões do governo americano por cortes nas taxas.