Ibovespa e bolsas em NY recuam de olho no Fed; dólar sobe mais de 1%

O IFIX, índice que mede o desempenho dos fundos imobiliários, destoava do movimento da Bolsa.

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Publicado em 30/01/2026 às 13:08h - Atualizado 5 minutos atrás Publicado em 30/01/2026 às 13:08h Atualizado 5 minutos atrás por Elanny Vlaxio
O dólar era cotado a R$ 5,24 (Imagem: Shutterstock)
O dólar era cotado a R$ 5,24 (Imagem: Shutterstock)
O Ibovespa e as bolsas em Nova York mostravam leve queda nesta sexta-feira (6), em meio à atenção redobrada dos investidores sobre a nova indicação de comando para o Fed (Federal Reserve) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. 
Às 13h53, o principal índice da B3 perdia 0,23% aos 182.713,69 mil pontos. Apesar do tom de cautela na Bolsa, o dólar subia forte, com alta de 1,04% cotado a R$ 5,24. Lá fora, o cenário é misto:
O IFIX, índice que mede o desempenho dos fundos imobiliários, destoava do movimento da Bolsa e subia 0,34%, aos 3.856,02 mil pontos. No universo digital, as criptomoedas mantinham trajetória negativa. O Bitcoin (BTC) perdia 1,60%, enquanto o Ethereum (ETH) recuava 3,40%. Mais cedo, o BTC chegou a cair mais de 5%. 

O que mexe com o mercado

No cenário internacional, o mercado continua digerindo a indicação de Kevin Warsh para comandar o Fed, somada aos indicadores recentes do mercado de trabalho brasileiro. Sua nomeação, que ainda precisa passar pelo crivo do Senado, acontece em um contexto de tentativa da Casa Branca de ampliar sua influência sobre os rumos da política monetária.
"Para o Brasil e emergentes, o impacto pode ser de pressão via dólar forte e yields globais mais altos no curto prazo, com a projeção de juros caindo mais lentamente. Mas o mais importante é que a escolha de Trump baixa o tail risk político e pode levar a um repricing global de taxas mais saudável para o longo prazo", avaliou Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad.
No Brasil, a atenção permanece voltada para os dados internos. A taxa de desemprego recuou para 5,2%, o menor nível da série histórica iniciada em 2012, com aproximadamente 5,6 milhões de pessoas sem ocupação no país.
"Para as próximas decisões do Copom, esse é um dos indicadores que devem ser avaliados para definir a magnitude do corte que o comitê contratou na última reunião", afirmou Sara Paixão, Analista de Macroeconomia da InvestSmart XP.

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