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Ibovespa (IBOV) chegou a renovar o recorde histórico intradia nas primeiras horas do pregão desta quinta-feira (29), mas perdeu fôlego ao longo da sessão e acabou encerrando o dia em queda, acompanhando o mau humor vindo de Wall Street.
O principal índice da bolsa brasileira recuou 0,84% e fechou aos 183.133,75 pontos, interrompendo uma sequência de dois pregões consecutivos de alta.
Durante a manhã, o Ibovespa chegou a tocar os 186.449,75 pontos, maior nível nominal intradia da história, superando o recorde registrado no dia anterior.
Dólar segue em queda e renova mínima desde 2024
No mercado de câmbio, o
dólar à vista manteve o movimento de enfraquecimento frente ao real.
A moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 5,19, com queda de 0,25%, permanecendo no menor patamar desde maio de 2024.
O comportamento do câmbio refletiu tanto o fluxo estrangeiro para ativos brasileiros quanto o cenário externo mais benigno para moedas emergentes.
Copom sinaliza corte de juros e anima curva futura
Apesar da manutenção, o comunicado trouxe uma sinalização clara de mudança de rumo. O Copom retomou o forward guidance e indicou que pretende iniciar o ciclo de cortes de juros já na próxima reunião, em março, caso o cenário esperado se confirme.
A comunicação reforçou as apostas no mercado de juros futuros, com aumento das expectativas de um corte de 0,50 ponto percentual, levando a Selic para 14,50% no próximo encontro.
Além disso, dados do Caged abaixo do esperado e novas pesquisas eleitorais também dividiram a atenção dos investidores ao longo do dia.
Vale e Petrobras limitam perdas do índice
As perdas do Ibovespa foram parcialmente contidas pelos papéis de maior peso na carteira teórica do índice.
As ações da
Vale (VALE3) fecharam em leve alta, acompanhando o avanço do minério de ferro no mercado internacional. O contrato mais líquido da commodity subiu 1,78%, a 798,5 yuans por tonelada na bolsa de Dalian, na China. Os papéis da mineradora voltaram a liderar o volume financeiro da B3.
A
Petrobras (PETR4) também sustentou o índice ao registrar a 10ª alta consecutiva. As ações avançaram mais de 1%, impulsionadas pela forte valorização do petróleo.
O
Brent para abril subiu 3,29%, encerrando o dia a US$ 69,59 o barril, na ICE de Londres.
Destaques de altas e baixas
Na ponta positiva, a liderança ficou com a
Prio (PRIO3), que avançou quase 2%, beneficiada diretamente pela disparada do petróleo no mercado internacional.
Entre as maiores quedas, a
Metalúrgica Gerdau (GOAU4) puxou as perdas do índice, com recuo superior a 5%, refletindo ajustes após altas recentes e a cautela com o setor siderúrgico.
Wall Street pressiona o humor global
No exterior, os principais índices de Wall Street fecharam sem direção única. O mercado norte-americano foi pressionado principalmente pela queda das ações da
Microsoft (MSFT34), que reacendeu temores de uma
possível bolha ligada à inteligência artificial, além do risco crescente de um novo shutdown do governo dos Estados Unidos.
- Dow Jones: +0,11%, aos 49.071,56 pontos
- S&P 500: -0,13%, aos 6.969,01 pontos
- Nasdaq: -0,72%, aos 23.685,12 pontos
Na Europa, os mercados fecharam sem tendência definida, reagindo a balanços corporativos. O Stoxx 600 recuou 0,23%, aos 607,14 pontos.
📈 Já na Ásia, os índices encerraram o dia em alta, sustentados pela decisão de manutenção dos juros nos EUA. O Nikkei avançou 0,03%, enquanto o Hang Seng subiu 0,51%.