Ibovespa bate recorde e PETR4 se recupera, em meio a dúvidas sobre cessar-fogo

Mercados operam com cautela, mas a alta do petróleo ajuda a Bolsa brasileira.

Author
Publicado em 09/04/2026 às 20:22h Publicado em 09/04/2026 às 20:22h por Marina Barbosa
Ibovespa
Ibovespa
O Ibovespa atingiu novas máximas históricas nesta quinta-feira (9), mesmo diante das dúvidas sobre o cessar-fogo no Oriente Médio.
⚠️ A possibilidade de uma trégua no conflito impulsionou as bolsas mundiais na véspera, mas foi colocada em xeque pelo Irã e pelos Estados Unidos nas últimas horas. Com isso, o clima de cautela voltou a reinar sobre os investidores.
O petróleo sobe forte nesta quinta-feira (9) e, com isso, voltou a ser negociado perto dos US$ 100 o barril, enquanto as bolsas oscilam.
As bolsas fecharam em baixa na Ásia, operam no vermelho na Europa e também abriram em baixa nos Estados Unidos. O tombo, porém, não chegou por aqui.

Ibovespa atinge os 194,5 mil pontos

No Brasil, o Ibovespa abriu em alta e renovou os patamares recordes alcançados no último pregão, apoiado sobretudo pelos bancos e pelas petroleiras, que ganham com a valorização da commodity.
A Petrobras (PETR4), por exemplo, subia mais de 2% na abertura da sessão, devolvendo parte das perdas registradas na véspera.
🚀 Com isso, o principal índice da B3 disparou e atingiu pela primeira vez na história o patamar dos 194,5 mil pontos.
O Ibovespa avançava 1,15% às 10h35, aos 194.418 pontos, às 10h43. Já o dólar recuava 0,51% e era negociada por R$ 5,07.
Especialista de inteligência de mercado da Stonex, Lucca Bezzon explicou que "a menor exposição do Brasil ao conflito no Oriente Médio aumenta o apelo do país para investidores que buscam retorno com menor risco geopolítico".
Além disso, os elevados juros brasileiros e a valorização das commodities ajuda a atrair capital estrangeiro para o país, o que favorece o real.

Cessar-fogo ameaçado

Estados Unidos e Irã firmaram um acordo de cessar-fogo na terça-feira (7), poucas horas antes do prazo dado por Donald Trump para o governo iraniano reabrir o Estreito de Ormuz.
O acordo foi recebido com alívio pelos mercados, mas durou pouco. O Irã disse já na quarta-feira (8) que o cessar-fogo foi violado, já que bombas atingiram algumas de suas ilhas e Israel continuou atacando o Líbano.
Com isso, o governo iraniano voltou a bloquear o tráfego pelo Estreito de Ormuz e Donald Trump retomou as ameaças contra a civilização persa.
Nas redes sociais, Trump disse nesta quinta-feira (9) que vai manter navios, aeronaves, militares e todo o armamento necessário para "o combate letal e a destruição de um inimigo já substancialmente enfraquecido" posicionado no Irã e nos seus arredores, até que o "verdadeiro acordo de cessar-fogo" seja cumprido.
"Se, por qualquer motivo, tal não acontecer, o que é altamente improvável, então os disparos terão início, maiores, melhores e mais fortes do que alguma vez se viu", afirmou Trump.