Flávio Bolsonaro promete pena de 8 anos por roubo de celular; entenda

Em live, o candidato afirmou estar muito mais na frente do que mostra o Datafolha e prometeu 8 anos de cadeia para ladrão de celular.

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Publicado em 15/10/2026 às 22:01h - Atualizado em 15/10/2026 às 22:19h Publicado em 15/10/2026 às 22:01h Atualizado em 15/10/2026 às 22:19h por Matheus Silva
No Datafolha, Lula teve rejeição de 46% e Flávio, de 44% (Imagem: Shutterstock)
No Datafolha, Lula teve rejeição de 46% e Flávio, de 44% (Imagem: Shutterstock)
🚨 O senador Flávio Bolsonaro (PL) usou sua tradicional live de quinta-feira para comemorar o resultado da nova pesquisa Datafolha sobre o segundo turno da eleição presidencial, divulgada nesta quinta-feira (15). 
O levantamento mostra o candidato com 47% das intenções de voto, contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em situação de empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Nos votos válidos, Flávio tem 51% e Lula, 49%.
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Durante a transmissão, o candidato do PL afirmou acreditar que sua vantagem real é maior do que a registrada pelo instituto. 
"Se a gente está na frente no Datafolha, pode ter certeza que é muito mais na frente mesmo", declarou Flávio, que também aproveitou a live para criticar promessas feitas por Lula ao longo da campanha.

Diferença caiu pela metade em uma semana

A comemoração ocorre apesar de a pesquisa mostrar uma redução da vantagem do senador. Na rodada anterior do Datafolha, divulgada em 8 de outubro, Flávio aparecia com 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula. 
Agora, a diferença caiu de quatro para dois pontos percentuais, a dez dias do segundo turno, marcado para 25 de outubro.
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos e Lula ficou com 45,16%.
O Datafolha também mediu a rejeição dos candidatos, ou seja, o percentual de eleitores que afirmam não votar de jeito nenhum em determinado nome. Lula é rejeitado por 46% dos entrevistados, enquanto 44% dizem não votar em Flávio em hipótese alguma.

Segurança pública dominou a transmissão

A segurança pública foi o tema central da live. Flávio voltou a defender a redução da maioridade penal e reforçou uma das principais promessas de sua campanha, a de estabelecer pena mínima de oito anos de prisão para quem roubar ou revender celulares de forma irregular. 
Em outras ocasiões, o senador já havia afirmado que a proposta quadruplicaria a punição mínima atual para esse tipo de crime.
A transmissão contou com a participação de Guilherme Derrite (PP-SP), senador eleito, e de Nikolas Ferreira (PL-MG), deputado federal reeleito. Segundo Flávio, os dois vão ajudar a reforçar o combate ao que chamou de narcoterroristas a partir de janeiro, caso ele seja eleito.
O candidato também voltou a defender a manutenção do Bolsa Família, tema que vem sendo explorado pela campanha adversária. 
Na semana passada, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) determinou a remoção de vídeos que atribuíam a Flávio a intenção de cortar programas sociais, apontando que seu plano de governo registrado na Justiça Eleitoral prevê a manutenção dessas políticas.

Flávio pede que apoiadores busquem quem não votou no 1º turno

De olho na reta final, Flávio fez um apelo direto aos seus apoiadores. Na live, ele pediu que eles convençam os eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno a votar no candidato do PL no segundo turno, estratégia que pode ganhar peso em uma disputa decidida por margens estreitas.
A semana também foi marcada pela aprovação, no Senado, da PEC que acaba com a escala de trabalho 6x1, uma das principais bandeiras de Lula na campanha. 
📊 A proposta teve amplo apoio na Casa, com 75 votos favoráveis e apenas um contrário. Flávio, que vinha adotando outro discurso sobre o tema, recuou e decidiu apoiar a medida.