FIIs de logística vêm de ano recorde e o que esperar em 2026?

Analistas projetam mais lançamentos de galpões logísticos e com alto volume de pré-locações.

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Publicado em 22/01/2026 às 16:50h - Atualizado 11 horas atrás Publicado em 22/01/2026 às 16:50h Atualizado 11 horas atrás por Lucas Simões
FIIs de logística aproveitarão modalidade 'build to suit' (Imagem: Divulgação)
FIIs de logística aproveitarão modalidade 'build to suit' (Imagem: Divulgação)
Os fundos imobiliários logísticos são um dos mais queridinhos dos investidores e não à toa eles tiveram um ano recorde em 2025, caso das cotas do Pátria Logística (PATL11) se valorizando +62% nos últimos 12 meses, bem acima dos +26% entregues pelo Ifix, conforme dados do Investidor10
E os profissionais do mercado financeiro seguem confiantes de que 2026 também reserva boas oportunidades para quem investir nos FIIs de logística, tanto que os analistas do BTG Pactual divulgaram um relatório nesta quinta-feira (22) só tratando do tema.
"O mercado de galpões logísticos de alto padrão em São Paulo encerrou o quarto trimestre com desempenho positivo, reforçando a tendência ao longo de 2025. Só o preço pedido manteve sua trajetória ascendente, com alta de +6% no trimestre, encerrando o ano em R$ 32,10 por metro quadrado, novo recorde histórico no estado", comentam os analistas Daniel Marinelli e Matheus Oliveira.
A dupla de especialistas projeta que, neste ano, os FIIs de logística sigam apostando em novos lançamentos imobiliários, compensados pelo alto volume de pré-locações e por projetos 'build to suit' (construção sob medida), o que deve limitar o aumento generalizado de vacância em São Paulo.
"As regiões mais próximas da capital paulista devem entregar um volume relevante de empreendimentos, enquanto os raios de 60 quilômetros e 90 quilômetros, na nossa visão, podem apresentar valorização mais expressiva nos aluguéis, justamente por apresentarem uma menor atividade construtiva", afirmam os analistas do BTG Pactual. 
No ano passado, boa parte do estoque futuro de galpões logísticos já estava alugada via contratos built-to-suit, o que contribui para reajustes positivos nos aluguéis à frente. Por fim, no raio de até 90 quilômetros, o destaque foi a cidade de Extrema, bem na divisa entre São Paulo e Minas Gerais, região que tem operado com uma baixa atividade construtiva e que absorveu 50 mil metros quadrados no último trimestre. 

FIIs de logística que mais subiram