“Exército do Lula” no WhatsApp é alvo de suspensão por Kassio Nunes, do TSE

A campanha de Flávio Bolsonaro teve acatado o seu pedido contra a iniciativa liderada pelo parlamentar André Janones.

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Publicado em 11/10/2026 às 15:34h - Atualizado em 11/10/2026 às 15:35h Publicado em 11/10/2026 às 15:34h Atualizado em 11/10/2026 às 15:35h por Lucas Simões
Kássio Nunes Marques preside o TSE e foi indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (Imagem: Leobark Rodrigues/Secom/TSE)
Kássio Nunes Marques preside o TSE e foi indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (Imagem: Leobark Rodrigues/Secom/TSE)
A campanha do candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tomou um revés neste domingo (11), com a derrubada do chamado 'Exército de Lula', um grupo de WhatsApp criado pelo deputado federal André Janones (Rede/Minas Gerais). Tamanha determinação foi concedida pelo ministro Kássio Nunes Marques, que atualmente preside o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
O comandante da Justiça Eleitoral acatou o pedido da campanha do candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL/Rio de Janeiro), alegando que o tal 'Exército de Lula' distribuiria missões para que os participantes do grupo disseminassem conteúdos “desinformativos e ofensivos”.
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Em números, o grupo de apoio à campanha de Lula teve crescimento vertiginoso poucos dias após o 1º turno das Eleições 2026, realizado no último dia 4 de outubro. O contingente de seguidores engajados saltou de 50 mil para quase 2 milhões de perfis.
Na decisão do presidente do TSE, a suspensão atinge a estrutura digital criada pelo parlamentar André Janones, em que o próprio descreve como um “exército de soldados que executam o que lhes é ordenado sem examinar”.
O ministro Kássio Nunes Marques, que chegou ao topo do Poder Judiciário por indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro, também entendeu que o canal “se converteu em vetor de disseminação, em escala nacional, de conteúdos que esta Corte já reconheceu como desprovidos de lastro mínimo”.
A decisão do presidente do TSE atropela o entendimento anterior traçado pelo também ministro da Corte, Ricardo Villas Bôas Cueva, que havia conferido um prazo de cinco dias para que o deputado federal André Janones e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestassem sobre outra ação movida pelo adversário Flávio Bolsonaro contra o referido canal no WhatsApp. 
Em nota, a campanha de Lula afirma que a decisão do ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, causa estranheza e revolta e que o seu departamento jurídico vai se manifestar nas próximas horas.