EUA vão governar a Venezuela até uma transição segura, diz Trump

Presidente americano participa de coletiva de imprensa para atualizar a derrubada de Nicolás Maduro.

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Publicado em 03/01/2026 às 14:32h - Atualizado 13 horas atrás Publicado em 03/01/2026 às 14:32h Atualizado 13 horas atrás por Lucas Simões
Trump assegura que petroleiras americanas farão dinheiro na Venezuela (Imagem: Reprodução/The White House)
Trump assegura que petroleiras americanas farão dinheiro na Venezuela (Imagem: Reprodução/The White House)
O presidente americano Donald Trump anunciou neste sábado (3) que os Estados Unidos administrarão temporariamente a Venezuela até que haja condições seguras para uma transição de governo pacífica, ao participar de uma coletiva de imprensa no início da tarde.
“Vamos comandar a Venezuela até poder fazer uma transição segura e justa. Vamos continuar lá até a transição apropriada acontecer”, afirmou Trump na presença de jornalistas, horas após informar sobre a operação militar que derrubou o ditador Nicolás Maduro do poder, retirando-o e sua esposa do país sul-americano.
A importância geopolítica da Venezuela, dona da maior reserva comprovada de petróleo do mundo, não passou despercebida nas declarações de Trump. O mesmo já disse que as petroleiras americanas começarão a fazer dinheiro no país e que não descarta um segundo bombardeio aéreo em território venezuelano, se necessário.
“Venderam nosso petróleo, nossa plataforma e tiraram nossas propriedades. Nenhum presidente americano fez nada a respeito”, afirmou Trump. Em sua argumentação, os EUA construíram a infraestrutura petroleira da Venezuela e o regime chavista (iniciado por Hugo Chávez e sucedido por Nicolás Maduro) roubou isso dos americanos.
Vale citar que tanto a petroleira Exxon Mobil (XOM) quanto a também americana Chevron (CVX) já têm forte presença na América do Sul, sobretudo na Guiana, país vizinho à Venezuela e ao Brasil, cuja sorte mudou d'água para o vinho desde 2015, quando vastas reservas de petróleo foram descobertas na costa.
O próprio Nicolás Maduro tinha intenções de anexar, com uso da força, cerca de 70% do território da Guiana, região conhecida como Guiana Essequiba, que lhe daria direito a boa parte do bloco de petróleo em alto-mar (offshore) chamado Stabroek, distante 190 quilômetros da costa.
Segundo Trump, nenhum militar americano envolvido no ataque em solo venezuelano, que culminou na derrubada de Maduro, foi morto. O chefe da Casa Branca disse que a operação só teve o intuito de "trazer Nicolás Maduro à justiça".