O presidente americano Donald Trump anunciou neste sábado (3) que os Estados Unidos administrarão temporariamente a Venezuela até que haja condições seguras para uma transição de governo pacífica, ao participar de uma coletiva de imprensa no início da tarde.
“Vamos comandar a Venezuela até poder fazer uma transição segura e justa. Vamos continuar lá até a transição apropriada acontecer”, afirmou Trump na presença de jornalistas, horas após informar sobre a operação militar que
derrubou o ditador Nicolás Maduro do poder, retirando-o e sua esposa do país sul-americano.
A importância geopolítica da Venezuela, dona da
maior reserva comprovada de petróleo do mundo, não passou despercebida nas declarações de Trump. O mesmo já disse que as petroleiras americanas começarão a fazer dinheiro no país e que não descarta um segundo bombardeio aéreo em território venezuelano, se necessário.
“Venderam nosso petróleo, nossa plataforma e tiraram nossas propriedades. Nenhum presidente americano fez nada a respeito”, afirmou Trump. Em sua argumentação, os EUA construíram a infraestrutura petroleira da Venezuela e o regime chavista (iniciado por Hugo Chávez e sucedido por Nicolás Maduro) roubou isso dos americanos.
Vale citar que tanto a petroleira
Exxon Mobil (XOM) quanto a também americana
Chevron (CVX) já têm forte presença na América do Sul, sobretudo na
Guiana, país vizinho à Venezuela e ao Brasil, cuja sorte mudou d'água para o vinho desde 2015, quando vastas reservas de petróleo foram descobertas na costa.
Segundo Trump, nenhum militar americano envolvido no ataque em solo venezuelano, que culminou na derrubada de Maduro, foi morto. O chefe da Casa Branca disse que a operação só teve o intuito de "trazer Nicolás Maduro à justiça".