A declaração formal de quem será o próximo governador do Rio de Janeiro só depende de ato do TRE/RJ (Tribunal Regional Eleitoral), que deve apontar a vitória do candidato Douglas Ruas (PL), após finalmente o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) anular os votos válidos do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), em julgamento feito nesta quinta-feira (8).
“O mesmo voto não pode ser nulo em relação ao candidato e válido para o cálculo do resultado da eleição. A proteção da confiança do eleitor de boa-fé tampouco altera esse quadro, pois a natureza provisória desses votos era pública”, comentou o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, sobre a anulação de Garotinho.
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Por conta da condição sub judice da candidatura de Garotinho, havia a necessidade de disputa de 2º turno ao Palácio Guanabara, entre o candidato do PL, que quase somou 50% dos votos válidos no 1º turno das
Eleições 2026, no último dia 4 de outubro, contra o ex-prefeito carioca Eduardo Paes (PSD).
Sem os votos de Garotinho na contabilização, o aliado do senador Flávio Bolsonaro supera em cerca de 74 mil votos os 50% dos votos válidos necessários, elegendo-se governador do Rio de Janeiro já no 1º turno. No caso, Eduardo Paes ainda permaneceria como o segundo candidato mais votado, com 42,76%.
O placar no TSE que estabeleceu a anulação dos votos de Garotinho foi de 5 votos favoráveis e 2 votos contrários. Logo, prevaleceu o voto do relator, o ministro Floriano de Azevedo Marques, que determinou a nulidade da candidatura por conta da Lei da Ficha Limpa.
Vale recordar que o ex-governador Garotinho está inelegível por ter sido condenado por ato doloso de improbidade administrativa em 2018, conforme decisão da própria Justiça Eleitoral.
Quanto à disputa da Presidência do Brasil, a vitória do aliado de Flávio Bolsonaro ainda em 1º turno em seu berço político retira um importante palanque de mobilização ao petista Luiz Inácio Lula da Silva (PT), haja vista que o Estado do Rio de Janeiro concentra o terceiro maior colégio eleitoral do país.