🚨 O investidor brasileiro vive um cenário de "descolamento" nesta segunda-feira (5).
Enquanto o barril de
petróleo opera em alta no exterior (subindo 1,87%, a US$ 58,39), as ações do setor na
B3 (B3SA3) operam no vermelho.
O motivo é a complexa reprecificação de risco após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos, evento que pode mudar drasticamente a oferta global da commodity no médio prazo.
Por volta das 13h, o cenário era de perdas generalizadas:
Por que as ações caem se o petróleo sobe?
A explicação reside no futuro. Atualmente, a Venezuela produz menos de 1% do petróleo global devido a sanções e infraestrutura sucateada. Porém, o país possui as maiores reservas provadas do mundo (17% do total global).
A leitura do mercado é que a queda de Maduro e um maior envolvimento dos EUA no setor venezuelano facilitarão a flexibilização das sanções.
Segundo Rafael Passos, da Ajax Asset, a produção venezuelana poderia saltar para até 1,4 milhão de barris/dia em dois anos. Para o mercado, mais oferta significa preços mais baixos no futuro.
O alerta da XP: Brava Energia é a mais vulnerável
A XP Investimentos reforçou sua cautela, especialmente para 2026, ano em que a Agência Internacional de Energia (IEA) prevê um excesso de oferta de 3,8 milhões de barris por dia.
Nesse cenário de preços pressionados, a Brava Energia é apontada como a empresa de maior risco.
O motivo? Alta alavancagem operacional (custos de extração elevados) e financeira (endividamento maior que os pares). A corretora estima que cada queda de US$ 5 no preço do Brent impacta negativamente a Brava em cerca de 6 pontos percentuais.
📈 Por outro lado, a Prio segue como a "preferida" da XP por possuir uma margem de segurança maior e um breakeven (ponto de equilíbrio) mais baixo, resistindo melhor a um cenário de Brent desvalorizado.