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Após um ano desafiador em 2023, a indústria de fundos de investimento demonstra sinais de recuperação. No primeiro semestre de 2024, os cotistas aplicaram R$ 159 bilhões nesse mercado, descontando os resgates, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).
💸 Dentro desse cenário de retomada, os fundos de renda fixa se destacaram como os grandes protagonistas. As aplicações nesse tipo de fundo totalizaram R$ 192,5 bilhões nos primeiros seis meses do ano, evidenciando a busca dos investidores por ativos mais conservadores em um ambiente de incertezas.
Mesmo com a recente queda da Selic para 10,5% ao ano, a taxa básica de juros ainda se mantém em um patamar atrativo para os investidores que buscam retornos consistentes e com menor risco. Essa conjuntura, aliada à elevada percepção de risco no mercado, torna os fundos de renda fixa ainda mais competitivos e impulsiona uma migração de recursos para essa categoria.
💰 Adicionalmente, as alterações na regulamentação promoveram maior igualdade tributária entre os diversos produtos financeiros, favorecendo especialmente os fundos de renda fixa. Com a redução da oferta de títulos isentos de imposto de renda, os investidores estão explorando outras opções de investimento.
Neste contexto, os Fundos de Investimento em FIDCs (Direitos Creditórios) receberam um total de R$ 20,4 bilhões no primeiro semestre deste ano. Além disso, os fundos de previdência captaram R$ 16,8 bilhões e os FIPs (Fundos de Investimento em Participações) receberam R$ 12,5 bilhões.
Enquanto os fundos de renda fixa atraem recursos em busca de segurança e retornos consistentes, os fundos multimercados seguem em rota oposta, liderando as retiradas do setor no primeiro semestre de 2024. Os fundos multimercados registraram resgates de R$ 81 bilhões, mantendo-se como os produtos mais retirados do setor.
🤑 Os gestores dessa categoria enfrentam desafios na entrega de retornos atrativos em um ambiente complexo para identificar tendências macroeconômicas, o que tem dificultado a captação de recursos. Muitos desses fundos estão rendendo menos que o CDI. Além disso, os ETFs registraram saídas de R$ 1,8 bilhão, os fundos cambiais de R$ 347,3 milhões e os fundos de ações apenas R$ 111,4 milhões.
Somente em junho, os investidores resgataram R$ 16 bilhões dos fundos de investimento, marcando o segundo mês consecutivo de saques superiores às aplicações. Houve um total de R$ 27,2 bilhões em resgates dos fundos multimercados, além de saídas significativas dos FIDCs, totalizando R$ 3,8 bilhões, e dos fundos cambiais, com saídas de R$ 3,5 milhões.
Na contramão, os investidores alocaram R$ 6,9 bilhões nos fundos de renda fixa, R$ 3,1 bilhões nos fundos de ações, R$ 2,8 bilhões nos FIPs, R$ 1,1 bilhão nos fundos de previdência e R$ 606,8 milhões nos ETFs.
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