Apesar de a
Cosan (CSAN3) ser uma das empresas mais endividadas na bolsa de valores brasileira, cujo saldo devedor era de R$ 67 bilhões no ano passado, a holding diversificada começa 2026 honrando compromisso com investidores de
renda fixa que emprestaram dinheiro à companhia no âmbito da 8ª emissão de
debêntures.
No dia 21 de janeiro de 2026 (quarta-feira), a Cosan realiza o pagamento de
R$ 83,53 em juros por cada debênture adquirida pelos investidores, cuja emissão ocorreu em 21 de novembro de 2023. Naquela época, a taxa oferecida aos debenturistas era de
CDI+ 1,80% ao ano.
Com a 8ª emissão de debêntures, a administração da
CSAN3 pegou emprestado R$ 1,25 bilhão dos investidores, colocando na praça 1,25 milhão de títulos de dívida corporativa. Justamente para honrar cada título devedor, a companhia desembolsará R$ 104,4 milhões só em juros aos debenturistas.
Atualmente, tais títulos de renda fixa da Cosan ostentam taxa indicativa de
CDI+ 1,88% ao ano, com preço unitário indicativo de R$ 1.079,37 por título, aponta consulta na Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).
Por conta do atual patamar da
taxa Selic a 15% ao ano, implicando que o
CDI remunere 14,90% ao ano, a dívida pós-fixada da Cosan no âmbito da 8ª emissão de debêntures é bastante salgada e ajuda a entender o porquê o valor de mercado da empresa anda bastante amassado. O alívio pode vir à medida que o ciclo de cortes da taxa básica de juros se confirme ao longo de 2026.
Segundo dados do
Investidor10, se tivesse investido R$ 1 mil em
CSAN3 há dez anos, hoje você teria
R$ 1.207,90, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado
R$ 4.416,90 nas mesmas condições.