O calendário de 2026 traz um protagonista capaz de mexer com o consumo global: a Copa do Mundo. Para o Santander, o megaevento deve abrir espaço para que algumas empresas do varejo entrem em jogo e aproveitem o aumento da demanda, ainda que outros segmentos possam sentir efeitos menos favoráveis.
Os analistas do banco ressaltam que esta edição será a maior das últimas décadas. O formato ampliado, com 48 seleções e a necessidade de o campeão disputar uma partida extra alongam a competição e aumentam seu alcance econômico. Com isso, o Santander projeta que a duração estendida potencialize os efeitos sobre o consumo, que dependem basicamente de dois fatores.
O primeiro é o horário das partidas, por conta do fuso em relação ao Brasil, grande parte dos jogos deve ocorrer fora do expediente comercial, com confrontos da fase de grupos marcados para 19h e 22h (horário de Brasília). O segundo é o desempenho da seleção brasileira, já que o número de jogos pode variar de apenas três, em caso de eliminação precoce, até oito, se o título vier.
Nesse contexto, o Grupo SBF desponta como o maior beneficiado, impulsionado pela forte procura por camisas de seleções e produtos ligados ao futebol. O Mercado Livre também aparece bem posicionado, apoiado na maior demanda por artigos esportivos e itens relacionados ao torneio.
Outras varejistas de eletrônicos e bens duráveis entram no radar.
Casas Bahia (BHIA3) e
Magazine Luiza (MGLU3), por exemplo, podem ganhar tração com o aumento nas vendas de televisores e eletrodomésticos no período que antecede e acompanha a Copa.