A Marisa S.A., conhecida como
Lojas Marisa (AMAR3), levou um baita puxão de orelha nesta quarta-feira (25) da operadora da bolsa de valores brasileira, a
B3 (B3SA3), que deu um ultimato à varejista de moda feminina. Não é para menos.
Há mais de 30 pregões consecutivos, as ações ordinárias da Lojas Marisa são negociadas abaixo do valor mínimo de R$ 1 cada. Ou seja, faz um tempo que os papéis
AMAR3 estão valendo centavos, o que claramente desrespeita o regramento da B3, dado que o baixíssimo preço de tela das ações de uma companhia culmina em intensa volatilidade e especulações sobre o patrimônio dos acionistas.
Portanto, a Marisa recebeu o prazo até o dia 11 de setembro de 2026 para recolocar os preços de suas ações negociadas em bolsas de valores acima de R$ 1 cada.
Muito provavelmente, a companhia terá que propor aos investidores um grupamento de ações, junto a lotes de seus papéis que valem centavos atualmente, até que se consolidem bem acima do valor mínimo.
Em sua justificativa, a Marisa afirmou em fato relevante que busca “constantemente monitorar a situação e avaliar as possíveis alternativas necessárias ou pertinentes” para solucionar a questão.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Lojas Marisa (AMAR3) há dez anos, hoje você teria R$ 25,10, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 3.559,10 nas mesmas condições.