As ações do
Banco do Brasil (BBAS3) dispararam 13% na semana passada, diante da enxurrada de capital estrangeiro na bolsa brasileira. O Santander, no entanto, diz que o mercado pode estar sendo um tanto "complacente" neste caso.
💲 Para o Santander, o papel pode parecer "barato", já que afundou na bolsa no ano passado, diante de lucros abaixo do esperado. Contudo, esse valuation é "amplamente justificado".
Os analistas avaliam que o aumento da inadimplência no agronegócio, o aumento das provisões e a crescente dependência dos resultados financeiros continuam pressionando a rentabilidade do BB.
Além disso, o rendimento da ação já não parece "particularmente atrativo" para o Santander, após a redução dos
dividendos.
Não bastasse isso, o Santander acredita que a influência do governo federal limita a flexibilidade estratégica e reduz o potencial de reprecificação das ações do Banco do Brasil.
Superestimado?
🔎 O Santander colocou, então, as ações do Banco do Brasil na zona de "complacência" da B3. Ou seja, entre os papeis que contam com um otimismo marginal do mercado, ou em que múltiplos baixos mascaram fundamentos fracos e margem de erro limitada.
A avaliação faz parte do esforço dos analistas de identificar as ações superestimadas pelo mercado, além de encontrar oportunidades em papeis subestimados.
O Banco do Brasil, no entanto, foi o único representante do grupo de "superestimados".
Fora isso, o Santander apontou três empresas que teriam o potencial de crescimento subvalorizado, duas companhias que normalmente têm sua geração de caixa mal precificada e cinco ações pouco acompanhas pelo mercado.
As oportunidades da B3, segundo o Santander
Para o banco, essas empresas apresentam fundamentos sólidos, mas são pouco valorizadas devido à fase de maturidade do ciclo de negócios ou à falta de catalisadores de curto prazo.