A Zona da Mata de Minas Gerais enfrenta um cenário arrasador devido às fortes chuvas que atingiram a região nos últimos dias.
🚨 De acordo com o Corpo de Bombeiros, mais de 40 pessoas morreram e 3,5 mil estão desabrigadas ou desalojadas, depois que suas casas foram destruídas pela força das águas ou por deslizamentos de terras.
Esses números, contudo, ainda podem subir, pois o trabalho de buscas e resgate de vítimas continua e ainda há previsão de chuvas intensas até sexta-feira (27).
A maior parte dos estragos ocorreu nas cidades de Juiz de Fora e Ubá. Esta última, inclusive, terá que ser reconstruída, segundo o governador de Minas Gerais, Romeu Zema.
Sem água e sem luz
Outros moradores de Minas Gerais ficaram sem água ou eletricidade depois das tempestades, o que exigiu ações emergenciais da
Cemig (CMIG4) e da
Copasa (CSMG3).
💡 Cerca de 22,5 mil consumidores chegaram a ficar no escuro no pior momento das chuvas, mas a maioria já teve a energia restabelecida.
Segundo a Cemig, cerca de 400 casas de Juiz de Fora continuavam sem eletricidade nesta quinta-feira (25).
"Neste momento, permanecem apenas situações pontuais de falta de energia, principalmente nos bairros Linhares, Santa Rita, Progresso, Retiro, Parque Burnier, Vila Alpina e Vila Ideal, que foram os mais atingidos pelas fortes chuvas", informou.
A companhia teve que usar recursos como helicópteros, drones e equipamentos especializados para atender as áreas afetadas e também está enviando geradores de Belo Horizonte para Juiz de Fora para aumentar a capacidade de atendimento emergencial.
Porém, garantiu que, "do ponto de vista estrutural, o sistema elétrico não registrou impactos de grande porte".
"As interrupções verificadas decorrem, principalmente, de danos pontuais causados pelas condições climáticas extremas", declarou.
No caso da Copasa, mais de 90% do fornecimento de água também já foi restabelecido, segundo o governador de Minas Gerais.
Vale e CSN garantem segurança das barragens
De toda forma, as empresas garantiram a segurança das barragens mantidas na região.
Segundo a Vale, "suas barragens em Minas Gerais seguem com condições de estabilidade e segurança inalteradas, sendo monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana".
Já a CSN Mineração disse que "não houve qualquer alteração na segurança das suas barragens após o temporal registrado na noite de ontem" e ressaltou que "não há nenhuma estrutura em situação de alerta".
Segundo a empresa, o monitoramento é contínuo e as inspeções são intensificadas após eventos de chuvas intensas de forma preventiva, com avaliação dos principais componentes da estrutura.
Governos liberam recursos
💲 O governo federal e o Estado de Minas Gerais enviaram uma força-tarefa e prometem liberar recursos financeiros para ajudar no atendimento das vítimas e na reconstrução da região atingida pelas chuvas.
O governo mineiro vai antecipar os repasses que seriam feitos ao longo do ano para as cidades afetadas.
Já a União deve enviar R$ 800 por cada pessoa desabrigada para que as prefeituras possam comprar itens de primeira necessidade, como mantimentos, roupas e colchões.
O governo federal também decidiu antecipar o pagamento do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada para os moradores da região.
Alerta de chuvas
⛈️ A previsão é de continuidade de chuvas intensas até sexta-feira (27) e, desta vez, não apenas em Minas Gerais, mas também em São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, além do extremo sul da Bahia.
Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a chuva pode superar os 100 milímetros por dia. Por isso, há risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos de terra. Por isso, ações preventivas foram intensificadas na área.
"É importante que a população fique muito atenta aos alertas enviados pelas defesas civis, evite áreas alagadas, não se abrigue em árvores e, em caso de trincas e rachaduras nas paredes ou aumento do nível do rio próximo da residência, saia de casa e procure um abrigo seguro", orientou o coordenador-geral de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil Nacional, Tiago Molina Schnorr.