BHIA3: Michael Klein propõe volta à Casas Bahia e eleva posição acionária
A proposta está sujeita à aprovação dos acionistas do Grupo Casas Bahia.
Na última quarta-feira (5), o Grupo Casas Bahia (BHIA3) divulgou que a Opea Securitizadora e a Pentágono Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários apresentaram impugnações ao Plano de Recuperação Extrajudicial e à sua homologação.
📋 Em resposta às impugnações apresentadas pela duas empresas ao Plano de Recuperação Extrajudicial e à sua homologação, o Grupo Casas Bahia se posicionou com firmeza. Em fato relevante enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a empresa ressalta sua convicção de que as contestações não possuem fundamento e serão rejeitadas.
A varejista ressalta que o plano atende a todas as exigências legais aplicáveis e conta com o apoio de cerca de 55% dos Créditos Sujeitos, o que é suficiente para cumprir o quórum mínimo necessário para sua homologação conforme estabelecido pela Lei, e também a adesão integral de 100% dos Créditos Sujeitos, abrangendo as emissões de debêntures representadas por OPEA e Pentágono.
“A companhia responderá às impugnações no prazo legal e manterá seus acionistas e o mercado em geral devidamente informados sobre quaisquer desdobramentos relevantes a respeito do assunto”, informou a companhia.
📃 Em abril, o Tribunal de Justiça de São Paulo aprovou o pedido de recuperação extrajudicial da Casas Bahia, permitindo a renegociação de dívidas no montante de R$ 4,1 bilhões. O acordo engloba as séries 6ª, 7ª, 8ª e 9ª de debêntures, que anteriormente apresentavam um custo médio de CDI + 2,7% e um prazo de pagamento de apenas 22 meses.
"A documentação apresentada pelo requerente evidencia [...] a concordância dos credores que representam mais de metade dos créditos abrangidos pelo plano de recuperação extrajudicial", afirmou o juiz Jomar Juarez Amorim, em documento.
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📜 A empresa firmou um acordo que estabelece um período de carência de 24 meses para os pagamentos de juros e 30 meses para o pagamento do principal. Anteriormente, sem a renegociação, a empresa teria que desembolsar até 2027 um total de R$ 4,8 bilhões.
Agora, com as novas condições, a empresa só precisará arcar com R$ 500 milhões durante o mesmo período. Além disso, a Casas Bahia conta com o escritório Pinheiro Neto como seu assessor jurídico e a Lazard como seu assessor financeiro.
A proposta está sujeita à aprovação dos acionistas do Grupo Casas Bahia.
O mecanismo de "poison pill", amplamente utilizado por empresas listadas na bolsa, é um dispositivo de proteção que obriga o lançamento de uma OPA.