BHIA3: Michael Klein propõe volta à Casas Bahia e eleva posição acionária
A proposta está sujeita à aprovação dos acionistas do Grupo Casas Bahia.
O Tribunal de Justiça de São Paulo aprovou na última segunda-feira (29) o pedido de recuperação extrajudicial da Casas Bahia (BHIA3), abrindo caminho para renegociação de dívidas no valor de R$ 4,1 bilhões.
📋 “A documentação apresentada pelo requerente evidencia […] a concordância dos credores que representam mais de metade dos créditos abrangidos pelo plano de recuperação extrajudicial”, afirmou o juiz Jomar Juarez Amorim, em documento.
O acordo envolve as séries 6ª, 7ª, 8ª e 9ª de debêntures, que antes apresentavam um custo médio de CDI + 2,7% e prazo de pagamento de apenas 22 meses. Com a renegociação, esses valores foram otimizados: o custo agora é de CDI + 1,2%, enquanto o prazo de pagamento foi estendido para 72 meses.
Leia também: Casas Bahia (BHIA3) faz acordo de recuperação extrajudicial
📝 O que representa um fôlego financeiro significativo para a empresa, proporcionando uma economia estimada de R$ 4,3 bilhões em caixa até 2027, incluindo R$ 1,5 bilhão já em 2024.
Vale destacar que, como contrapartida pela renegociação, os principais bancos credores da Casas Bahia receberam o direito de converter 63% da dívida em ações da varejista.
📄 A empresa firmou um acordo que estabelece um período de carência de 24 meses para os pagamentos de juros e 30 meses para o pagamento do principal. Anteriormente, sem a renegociação, a empresa teria que desembolsar até 2027 um total de R$ 4,8 bilhões.
Agora, com as novas condições, a empresa só precisará arcar com R$ 500 milhões durante o mesmo período. Além disso, a Casas Bahia conta com o escritório Pinheiro Neto como seu assessor jurídico e a Lazard como seu assessor financeiro.
A proposta está sujeita à aprovação dos acionistas do Grupo Casas Bahia.
O mecanismo de "poison pill", amplamente utilizado por empresas listadas na bolsa, é um dispositivo de proteção que obriga o lançamento de uma OPA.