BrasilAgro (AGRO3) toma prejuízo de R$ 61,7 milhões nos seis meses da safra 2025/26

Explorada de propriedades rurais divulga resultados do segundo trimestre da safra 2025/2026.

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Publicado em 05/02/2026 às 20:05h - Atualizado 8 minutos atrás Publicado em 05/02/2026 às 20:05h Atualizado 8 minutos atrás por Lucas Simões
Balanço da AGRO3 é equivalente ao quarto trimestre do ano passado (4T25) (Imagem: Shutterstock)
Balanço da AGRO3 é equivalente ao quarto trimestre do ano passado (4T25) (Imagem: Shutterstock)
A BrasilAgro (AGRO3) até reportou lucro líquido de R$ 2,5 milhões no segundo trimestre da atual safra 2025/2026, período encerrado em 31 de dezembro de 2025, revertendo prejuízo de R$ 19,6 milhões em igual período na safra anterior, conforme resultados divulgados nesta quinta-feira (5).
Todavia, a lucratividade da companhia agrícola no acumulado dos seis primeiros meses da safra, na verdade, revela um prejuízo de R$ 61,7 milhões, inclusive maior que o também saldo negativo de R$ 30,1 milhões registrados há um ano.
Segundo a mensagem da administração da AGRO3, o desempenho negativo nesta primeira metade da safra atual reflete a menor
contribuição da cana-de-açúcar ao longo do semestre, parcialmente compensada pela evolução consistente das demais culturas (soja e milho) e por decisões estratégicas de comercialização adotadas ao longo do ciclo.
Daí, não é de admirar que o Ebitda Ajustado Total tenha somado apenas R$ 6,9 milhões no trimestre passado, tombo de -77% na comparação anual, além de angariar só R$ 71,5 milhões nos seis meses da safra, baixa de -64%.
Tal indicador mede o lucro operacional da BrasilAgro excluindo os ganhos dos cultivos em produção  (cana-de-açúcar e grãos), ajustado pela depreciação dos ativos imobilizados das fazendas e depreciação das áreas desenvolvidas e depreciação da cultura permanente.
Nos seis primeiros meses da atual safra, a receita líquida operacional totalizou R$ 494 milhões, crescimento de +3% em relação ao mesmo período do ano anterior, ainda que pressionada pela menor participação da cana-de-açúcar no mix. Excluindo essa cultura, o desempenho comercial foi robusto, com expansão relevante da receita e dos volumes vendidos, impulsionada principalmente pelas culturas de grãos e algodão. 

AGRO3 em terras agrícolas

Ao final de 2025, a BrasilAgro ostentava um portfólio de propriedades agrícolas composto por 252,8 mil hectares divididos
em seis estados brasileiros, Paraguai e Bolívia. O atual mix da área em produção, entre terra própria e arrendada, permite maior
flexibilidade na gestão do portfólio e reduz a volatilidade do fluxo de caixa operacional.
Com a finalização do plantio de grãos, a área total plantada recuou -1,7% em relação à projeção anterior. Essa variação reflete, principalmente, a redução de área em soja e feijão safrinha, decorrente de ajustes estratégicos e orçamentários. 
Já a dívida líquida da empresa chegou a R$ 812,9 milhões no período, avanço de +12% ante o primeiro trimestre da atual safra. O custo médio da dívida com os investidores de renda fixa é de 94,12% do CDI.
Segundo dados do Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em BrasilAgro (AGRO3) há dez anos, hoje você teria R$ 4.303,00, já considerando o reinvestimento dos dividendos. A simulação também aponta que o Ibovespa teria retornado R$ 4.486,80 nas mesmas condições.