A
BB Seguridade (BBSE3), que opera como o braço de seguros e previdência do
Banco do Brasil (BBAS3), registrou lucro líquido recorde de R$ 9,1 bilhões em 2025, conforme resultados publicados nesta segunda-feira (9). Só o lucro apurado no quarto trimestre do ano (
4T25) foi de R$ 2,3 bilhões, alta de +5,1% na comparação anual.
Tais números são frutos do resultado financeiro combinado das empresas que compõem a BB Seguridade, com expansão do saldo médio, alta da
taxa Selic, redução do custo do passivo de planos de previdência de benefício definido, decorrente da queda do IGP-M com um mês de defasagem, e desempenho positivo de marcação a mercado, enquanto há um ano houve marcação negativa.
No caso, o resultado operacional angariou R$ 7 bilhões em 2025, avanço de +2,1% na base anual, com a sinistralidade de seguros no menor patamar da companhia, o que evidencia a robustez do modelo de subscrição de risco.
Só a Brasilseg apresentou lucro líquido gerencial de R$ 334,3 milhões em 2025, por conta do crescimento dos prêmios ganhos, redução de sinistralidade e aumento do resultado financeiro.
Já a BrasilPrev teve saldo de R$ 283,1 milhões no período, impulsionado pela alta do resultado financeiro, com redução do custo do passivo e resultado positivo de marcação a mercado.
“Em 2025, tivemos um resultado maravilhoso na última linha, mesmo em um ambiente que ao longo do ano se mostrou mais desafiador para o desempenho comercial. Agora, buscaremos habilitar ganhos de eficiência que expandam nossa capacidade de geração de valor e construção de resultados cada vez mais sustentáveis”, afirma Delano Valentim, CEO da
BBSE3, em relatório.
A alta capacidade de geração de caixa da seguradora permitiu a distribuição de R$ 8,7 bilhões de
dividendos, um crescimento de 5,4% no volume destinado para remuneração aos nossos acionistas, representando cerca de 96% do lucro gerencial recorrente.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
BB Seguridade (BBSE3) há dez anos, hoje você teria R$ 3.229,00, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 4.612,60 nas mesmas condições.