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Banco do Brasil (BBAS3) informou nesta quarta-feira (25) que solicitou aos órgãos competentes a revisão do cronograma de devolução de um Instrumento Híbrido de Capital e Dívida (IHCD) contratado com o Tesouro Nacional em 2012.
O pedido envolve o saldo remanescente de R$ 4,1 bilhões do total originalmente emitido de R$ 8,1 bilhões.
O IHCD é um mecanismo que combina características de dívida e capital e foi utilizado à época para reforçar a estrutura de capital da instituição.
Embora contabilmente ajude nos índices prudenciais, o instrumento prevê um cronograma de devolução ao Tesouro, atualmente válido segundo calendário aprovado em 2021.
Novo cronograma proposto
O BB propôs um novo escalonamento dos pagamentos, distribuído da seguinte forma:
- duas parcelas de R$ 100 milhões em julho de 2026 e julho de 2027;
- uma parcela de R$ 1 bilhão em julho de 2028; e
- uma parcela final de R$ 2,9 bilhões em julho de 2029.
Caso a repactuação seja aprovada, o banco estima preservar 8 pontos-base (bps) de capital tanto em 2026 quanto em 2027. Já nos dois anos seguintes haveria consumo de capital estimado em 8 bps em 2028 e 22 bps em 2029.
Até que haja eventual aprovação do pedido, segue vigente o cronograma de devolução definido anteriormente.
Estratégia de reforço de capital
Segundo o BB, a iniciativa integra um conjunto de medidas prudenciais adotadas desde 2025 com o objetivo de fortalecer os índices de capital, alinhadas ao Plano de Capital de médio prazo da instituição.
Entre as ações já implementadas está a redução do payout, percentual do lucro distribuído aos acionistas, para 30% em 2025 e 2026. A medida visa preservar recursos internos e reforçar a capacidade de absorção de eventuais choques.
📈 Com a repactuação, o Banco do Brasil busca ganhar maior flexibilidade financeira no curto prazo, suavizando a pressão sobre o capital regulatório nos próximos dois anos, enquanto mantém a previsibilidade dos desembolsos no médio prazo.