BBA corta lucro do Banco do Brasil (BBAS3) para R$ 21 bi e aponta risco de queda
Para os analistas, a valorização recente não está ancorada nos fundamentos da instituição, mas sim no forte fluxo de capital estrangeiro.
A XP Investimentos estima que as ações do Banco do Brasil (BBAS3) encerrem 2024 com um dividend yield de 13,9%.
💰 Com base nos dados dos últimos 12 meses, cada ação BBAS3 rendeu R$ 2,43 em dividendos. Caso a projeção da XP se confirme, o Banco do Brasil se consolidará como a instituição financeira que mais pagará dividendos.
Segundo as estimativas da XP, o Itaú (ITUB4) deve ocupar a segunda posição em pagamento de dividendos em 2024, com um dividend yield projetado de 7,1%. Entre as demais empresas do setor financeiro, a B3 (B3SA3) deve se destacar, com um yield estimado de 7,4%.
💲 A XP manteve a recomendação de compra para as ações do Banco do Brasil, com preço-alvo de R$ 36,50. Os analistas da corretora avaliaram positivamente os resultados do segundo trimestre de 2024, que apresentaram um lucro líquido de R$ 9 bilhões.
“Mais uma vez, a receita líquida de juros com o mercado foi apoiado pelo Patagonia, subsidiária argentina, contribuindo para o crescimento do NII, que cresceu 12% A/A e ficou 2% acima de nossas estimativas”, informou a casa.
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📊 Os aspectos negativos do resultado do Banco do Brasil foram o NII com Clientes e o NPL. Em relação ao guidance, o banco manteve quase todas as previsões, exceto para o Custo do Crédito, que deverá ser aproximadamente 15% maior, porém sem impactar o resultado final.
“Vale destacar também o crescimento da carteira de crédito em 13%, muito próximo do topo da faixa do guidance, com contribuição significativa da carteira do agronegócio, que cresceu acima da faixa do guidance de 15% para o segmento”, acrescentou a XP.
Para os analistas, a valorização recente não está ancorada nos fundamentos da instituição, mas sim no forte fluxo de capital estrangeiro.
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