As ações ordinárias da
Azul (AZUL53), negociadas em lotes de mil, decolaram +60% nesta sexta-feira (20), alcançando a cotação de R$ 260 cada. Como pano de fundo, a companhia aérea brasileira anunciou a conclusão do seu procedimento de
recuperação judicial nos Estados Unidos.
Isso porque a empresa alega ter cumprido todas as condições previstas no plano de reorganização homologado em dezembro de 2025, superando o famoso mecanismo Chapter 11 da Lei de Falências dos EUA.
A Azul então liquidou a sua oferta pública de ações realizada em fevereiro de 2026, bem como pagou integralmente o financiamento atrelado ao processo de reestruturação financeira. Entre os principais credores da empresa estavam as companhias aéreas estrangeiras
American Airlines (AAL) e
United Airlines (UAL).
Por sua vez, a empresa tirou das cotas o saldo devedor de US$ 2,5 bilhões e obrigações de arrendamento de aeronaves. Do montante, em torno de US$ 1,1 bilhão corresponde a empréstimos e linhas de financiamento.
Segundo a gestão da
AZUL53, a alavancagem líquida proforma na saída ficou abaixo do patamar de 2,5 vezes, levando em conta o corte de 50% nas despesas financeiras anuais, fora a redução de um terço nos custos recorrentes com arrendamentos de aeronaves.
Atualmente, o capital social da Azul Linhas Aéreas Brasileiras passou a ser de R$ 21,75 bilhões, dividido em 54,7 trilhões de ações ordinárias. Mediante exercício de bônus de subscrição aprovados pelo conselho administrativo, o total pode chegar a 62,1 trilhões de ações.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
AZUL54 há dez anos, hoje você teria R$ 0,30, já considerando o reinvestimento dos dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 4.407,00 nas mesmas condições.