Azul (AZUL54) lança oferta de ações de R$ 7,4 bilhões; veja detalhes
Os recursos captados serão direcionados para fins corporativos gerais.
Diante de uma crise de liquidez, a Azul (AZUL4) se vê pressionada a encontrar novas fontes de financiamento. A companhia aérea brasileira corre contra o tempo para evitar seguir o caminho da recuperação judicial nos Estados Unidos, um processo que poderia comprometer suas operações.
📰 Conforme o jornal "Valor Econômico", a única saída para a Azul neste momento é conseguir novos investimentos dos bondholders antes do final do ano. Essa medida se mostra crucial para evitar a recuperação judicial da empresa.
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Para evitar a falência, a Azul está buscando novas formas de levantar capital, por isso, a empresa busca garantir recursos adicionais até o final deste ano. A Azul já planeja novas captações de recursos para 2025, incluindo a possibilidade de emitir novas ações.
💸 A empresa também está avaliando uma oferta de ações exclusiva para seus acionistas, com o objetivo de captar US$ 200 milhões. Para garantir o sucesso da operação, a companhia busca um investidor âncora. Fontes do mercado indicam que fundos americanos de Utah, com estreita relação com o fundador David Neeleman, estão sendo considerados para essa posição.
Vale citar que na última quarta-feira (4), a Black Rock reduziu sua participação acionária na empresa. Conforme dados de 30 de agosto de 2024, a BlackRock detinha 14.841.071 ações preferenciais e 331.819 ADRs da Azul, equivalentes a 15.836.528 ações preferenciais no total (aproximadamente 4,72% do total emitido). A gestora possuía ainda 590.354 instrumentos financeiros derivativos vinculados às ações preferenciais.
Os recursos captados serão direcionados para fins corporativos gerais.
Pela proposta, cada ação preferencial seria convertida em 75 ações ordinárias.