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Petrobras (PETR4) decidiu neutralizar os efeitos do leilão de GLP realizado em 31 de março e devolverá aos clientes a diferença entre os valores ofertados no certame e o PPI do período, informou a companhia nesta quinta-feira (9).
A medida foi aprovada pela diretoria executiva em meio a maior volatilidade no mercado internacional, em função do conflito no Oriente Médio.
A decisão ocorre poucos dias após críticas públicas do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao leilão, que registrou preços bem acima da tabela praticada pela estatal.
O chefe do Executivo chegou a afirmar que a operação seria anulada e classificou o episódio como "cretinice", declarando que o governo não permitiria repasses ao consumidor em meio à alta internacional dos combustíveis.
Como funcionará a devolução dos valores
Na prática, a Petrobras devolverá aos distribuidores a diferença entre o PPI divulgado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) entre os dias 23 e 27 de março e os lances vencedores do leilão.
Segundo a estatal, a decisão foi baseada em análises econômicas e de risco, além de considerar manifestações de órgãos reguladores e de defesa do consumidor.
A companhia garantiu que manterá a entrega integral dos volumes contratados, preservando a previsibilidade e a segurança do abastecimento de GLP no país.
Petrobras avalia ainda adesão ao programa de subvenção ao GLP importado
Em paralelo, a Petrobras avalia a adesão ao programa de subvenção ao GLP importado, instituído pela Medida Provisória nº 1.349.
Caso confirme a participação e os volumes negociados no leilão estejam contemplados pela política, a estatal indicou que poderá devolver aos clientes também os valores relacionados ao subsídio.
📊 A decisão, segundo a Petrobras, "reforça a atuação da companhia em um momento de maior intervenção e coordenação no mercado de combustíveis, diante das pressões externas sobre preços e do impacto potencial ao consumidor final."