'Ainda não tínhamos uma cadeira vazia', diz Boulos sobre Nunes, que faltou ao primeiro debate

Candidato foi questionado sobre apoio de Alckmin no 2º turno

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Publicado em 10/10/2024 às 09:44h - Atualizado em 11/09/2025 às 16:03h Publicado em 10/10/2024 às 09:44h Atualizado em 11/09/2025 às 16:03h por Wesley Santana
Guilherme Boulos é candidato pelo PSOL de São Paulo (Imagem: Shutterstock)
Guilherme Boulos é candidato pelo PSOL de São Paulo (Imagem: Shutterstock)

🗣 A rádio CBN havia marcado um debate com os dois candidatos à prefeitura de São Paulo para a manhã desta quinta-feira (10). No entanto, apenas um deles compareceu à agenda de campanha.

Por isso, o debate foi convertido em uma entrevista de uma hora com Guilherme Boulos (PSOL) que terminou o primeiro turno em segundo lugar. A cadeira de Ricardo Nunes (MDB) permaneceu vazia durante toda a sabatina, conforme previam as regras impostos pelo pool de veículos que ainda contava com os jornais O Globo e Valor Econômico. 

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“Nós tivemos nessa eleição muito problema com cadeira, mas ainda não havíamos tido uma cadeira vazia”, disparou Boulos sobre seu adversário. Nos minutos iniciais, ele aproveitou para fazer críticas à gestão de Nunes à frente da prefeitura. 

➡️ Leia mais: Marçal nega apoio a Nunes e prevê derrota do atual prefeito no 2º turno

Durante a entrevista, o candidato respondeu a perguntas de jornalistas sobre diversos assuntos, inclusive sobre o apoio do vice-presidente Geraldo Alckmin, que era mandatário do estado de SP em 2012, quando Boulos foi preso em uma desocupação de terras. “Quem mudou nesses doze anos, para que o senhor e Alckmin estejam hoje de mãos dados?”, indagou Milton Jung. 

“Quem mudou foi o Brasil. Nessa mesma época, Lula e Alckmin eram adversários, que se criticavam às vezes com mais dureza do que eu a ele. Hoje, ele é vice do Lula”, disse Boulos, complementando que é preciso fazer alianças para vencer a oposição de direita. 

Boulos também foi questionado sobre uma mudança no tom de sua campanha entre o primeiro e o segundo turno. A acusação é que ele teria aumentado a aposta na tentativa de atrair o eleitorado que votou em Pablo Marçal (PRTB). 

“Onde talvez algumas pessoas vejam estridência, radicalismo, eu vejo firmeza, e isso também é o que as pessoas vão escolher no segundo turno, se querem um prefeito fraco, que atua como marionete, um pau mandado de outros interesses", pontuou.