Petrobras (PETR4) realiza leilão de diesel no RS com ágio de até R$ 1,78 por litro
De acordo com fontes, os lances de abertura já partiam de R$ 4,18 por litro, ou seja, R$ 1,00 acima do valor cobrado pela estatal no RS.
🚜 Quando falamos de Petrobras (PETR4), as primeiras palavras que veem à mente são petróleo ou pré-sal, e seria muito estranho que alguém cogitasse de cara o agronegócio. Mas, a estatal está prestes a retomar suas fábricas de fertilizantes situadas na Bahia e em Sergipe das mãos da Unigel.
Isso porque a empresa brasileira do setor químico e líder na produção de fertilizantes nitrogenados celebrou nesta quinta-feira (21) com a petroleira um acordo para encerrar todos os contratos entre as partes.
Dessa maneira, a Unigel devolverá a posse das plantas de fertilizantes (FAFENs, na sigla em inglês) à Petrobras em data a ser definida por ambas as companhias.
Ao mesmo tempo, o acordo traz uma resolução definitiva das disputas contratuais e litígios existentes entre as empresas, embora as condições do acordo sejam confidenciais e detalhes não sejam divulgados ao mercado.
Mesmo que o principal negócio da Petrobras seja a exploração de petróleo e derivados em águas profundas, sobretudo, com as atenções no momento voltadas aos imbróglios na Margem Equatorial, as fábricas de fertilizantes da estatal são estratégicas para diminuir a dependência do agronegócio brasileiro pela importação do insumo, além de baratear custos.
Segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), os dez países que lideram o ranking de maiores exportadores de fertilizantes para o Brasil são Rússia, China, Canadá, Marrocos, Belarus, Catar, Estados Unidos, Alemanha e Holanda. Nosso agronegócio importa 80% dos fertilizantes necessários para otimizar as safras no campo.
➡️ Leia mais: Quais fundos imobiliários sobem mais em 2025? Analista revela setor acima do Ifix
De acordo com fontes, os lances de abertura já partiam de R$ 4,18 por litro, ou seja, R$ 1,00 acima do valor cobrado pela estatal no RS.
A valorização dos papéis tem como pano de fundo a disparada do petróleo que acumula alta superior a 30% em março e opera acima dos US$ 90.