PetroRecôncavo (RECV3): Produção sobe 1,9% em fevereiro
A produção no Ativo Potiguar registrou 1,3 mil boed.
📊A PetroRecôncavo (RECV3) anunciou um novo marco estratégico com a aprovação para a construção da Unidade de Processamento de Gás Natural Miranga (NGPU Miranga), na Bahia, voltada para expandir sua capacidade de processamento de gás e fortalecer sua atuação no segmento de midstream.
Este movimento, bem recebido pelo mercado, levou as ações da empresa a fechar com valorização de 4,3% no último pregão (4), refletindo o entusiasmo dos investidores com a notícia, especialmente em um contexto de alta de quase 3% do petróleo e decisão da Opep+ de adiar o aumento planejado de produção.
A NGPU Miranga promete processar 950 mil m³ de gás por dia, com possibilidade de expansão para 1,5 milhão de m³/dia, a partir de um investimento de US$ 60 milhões.
Com previsão de início de operações em 2027, a planta irá aumentar significativamente a autonomia da PetroRecôncavo, reduzindo sua dependência da infraestrutura da Petrobras para o processamento de gás natural na região.
Especialistas do Itaú BBA elogiaram o projeto, destacando que ele contribuirá para otimizar os custos operacionais da PetroRecôncavo, ao mesmo tempo em que eleva sua competitividade no setor de energia.
A instituição reiterou a recomendação de compra para as ações RECV3, com preço-alvo fixado em R$ 30, evidenciando sua confiança na nova direção estratégica da empresa.
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O JPMorgan também enxerga o investimento na planta Miranga como altamente positivo, alinhado à estratégia da PetroRecôncavo de verticalizar suas operações de midstream.
A criação de uma unidade própria não só aprimora a independência operacional da companhia, como também diminui a dependência da infraestrutura de terceiros, como a planta UTG Catu da Petrobras.
Segundo o banco americano, a nova planta poderá absorver boa parte da produção de gás da Bahia, atualmente em torno de 1,6 milhão m³/dia, o que contribuirá para mitigar riscos e otimizar custos.
📈 A análise do Bradesco BBI reforça o potencial de redução de custos proporcionado pela planta Miranga, estimando uma economia de aproximadamente US$ 1 por MMBtu no processamento de gás natural.
Esta redução pode impactar diretamente a rentabilidade da PetroRecôncavo, que se beneficiará da produção interna, minimizando o envio de gás para processamento na infraestrutura da Petrobras (PETR4).