Grandes investidores do Brasil: histórias e estratégias para se inspirar
Conheça 6 investidores que construíram patrimônio na bolsa brasileira: estratégias, carteiras e filosofias.
Publicado em 05/08/2026
Victor Adler nasceu no Rio de Janeiro em 1946 e é formado em Direito pela Universidade Federal Fluminense (UFF). É diretor-presidente da corretora Vic DTVM, veículo por meio do qual conduz boa parte de suas operações no mercado financeiro.
Adler é considerado um dos maiores investidores pessoa física da bolsa brasileira, mas também um dos mais discretos: não há fotos públicas dele disponíveis, e são raríssimas as entrevistas ou declarações concedidas à imprensa ao longo de décadas de atuação no mercado.
Ele ficou conhecido principalmente por sua participação relevante na fabricante de materiais de construção Eternit, além de posições notáveis, ao longo dos anos, em empresas como Oi e Eletrobras. Já integrou também os conselhos de administração de companhias como Confab, Unipar e Forjas Brasileiras.
Devido à discrição extrema de Victor Adler, poucos detalhes sobre o início de sua vida e carreira são de conhecimento público. Sabe-se que ele nasceu no Rio de Janeiro em 1946 e se formou em Direito pela UFF, mas há pouco registro sobre seus primeiros anos no mercado financeiro.
Um dos primeiros movimentos amplamente documentados de Adler foi sua participação na fabricante de tubos de aço Confab, empresa que teve o capital fechado em 2012, quando seus controladores decidiram recomprar todas as ações em circulação.
Em 2012, Adler chegou a deter mais de 27% das ações preferenciais classe A da Eletrobras, posição relevante que reforçou sua reputação como investidor de peso na bolsa brasileira, mesmo mantendo baixo perfil público.
Foi em 2003, no entanto, que Adler protagonizou um de seus movimentos mais conhecidos: ao lado dos investidores Luiz Barsi Filho e Lírio Parisotto, adquiriu parte relevante do controle da Eternit, aproveitando a saída do grupo francês Saint-Gobain, decorrente da proibição do amianto na França. A empresa seguiu fabricando produtos à base do material para mercados onde ele ainda era permitido.
Ao longo dos anos seguintes, a Eternit diversificou sua atuação para louças, metais sanitários e, mais recentemente, painéis de energia solar, mesmo após o amianto ser proibido também no Brasil, em 2017. Adler se manteve como um dos principais acionistas da companhia ao longo de todo esse processo de transformação.
Em 2019, Adler chamou atenção do mercado ao adquirir, por meio da Vic DTVM, uma posição relevante na operadora de telefonia Oi, então em recuperação judicial. Meses depois, reduziu significativamente essa posição por meio de operações de aluguel de ações, prática recorrente em sua forma de operar no mercado.
Victor Adler é formado em Direito pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Diferentemente de outros grandes investidores brasileiros, há pouquíssima informação pública sobre seus primeiros empregos ou negócios antes de se consolidar como um dos maiores acionistas individuais da bolsa.
O que se sabe com mais clareza é que, ao longo dos anos, ele estruturou sua atuação por meio da Vic DTVM, corretora da qual é diretor-presidente, veículo que utiliza para conduzir suas principais operações no mercado de capitais.
A trajetória profissional de Victor Adler é conhecida principalmente por meio de suas posições acionárias relevantes em companhias listadas na B3, já que ele evita conceder entrevistas ou expor detalhes de sua atuação como gestor.
Desde 2003, Adler é um dos principais acionistas da Eternit, posição construída ao lado de Luiz Barsi Filho e Lírio Parisotto. Ele acompanhou de perto a transformação da empresa, que deixou de depender do amianto para se diversificar em louças, metais sanitários e energia solar, mantendo-se como um dos maiores acionistas pessoa física da companhia até hoje.
Em 2012, Adler chegou a deter mais de 27% das ações preferenciais classe A da Eletrobras, uma de suas posições mais expressivas já divulgadas ao mercado, embora tenha reduzido essa participação ao longo dos anos seguintes.
Em 2019, Adler adquiriu, por meio da Vic DTVM, uma posição relevante nas ações preferenciais da Oi, então em processo de recuperação judicial. A operação foi tratada por ele como uma estratégia de investimento, sem intenção de interferir na administração da companhia, e a posição foi reduzida meses depois por meio de operações de aluguel de ações.
A Vic DTVM é a corretora de valores da qual Victor Adler é diretor-presidente, e funciona como o principal veículo utilizado por ele para estruturar suas operações no mercado financeiro, incluindo compras de ações e operações de aluguel de papéis.
Não há registros públicos detalhados sobre o momento exato em que Victor Adler começou a investir na bolsa de valores, dada sua discrição em relação à vida pessoal e profissional.
O primeiro grande movimento amplamente documentado de sua trajetória como investidor foi a aquisição de participação relevante na Confab, ainda antes dos anos 2000, seguida pela entrada na Eternit, em 2003, ao lado de Luiz Barsi Filho e Lírio Parisotto.
Com o tempo, Adler consolidou uma reputação de investidor de longo prazo, ampliando sua atuação para outras companhias, como Eletrobras, Copel, Celpa, Equatorial Pará e, mais recentemente, Oi.
Victor Adler é conhecido por adotar uma estratégia de longo prazo focada em ações boas pagadoras de dividendos, buscando renda recorrente por meio da distribuição de lucros das empresas em que investe.
Diferentemente de investidores que buscam diversificação ampla, Adler prefere concentrar seus investimentos em um número reduzido de companhias, o que, segundo ele, permite acompanhar de perto os resultados e a gestão de cada uma delas.
Ele também é conhecido por utilizar operações de aluguel de ações como fonte adicional de renda, e já declarou publicamente evitar tanto o mercado imobiliário quanto a renda fixa tradicional, citando a baixa liquidez dos imóveis e os custos envolvidos em sua compra e venda como pontos negativos dessa classe de ativos.
A atuação de Victor Adler no mercado se divide entre:
Victor Adler também figura entre os maiores investidores pessoa física da Bolsa de Valores brasileira. Segundo estimativas de mercado divulgadas em 2022, seu patrimônio somava cerca de R$ 1,5 bilhão, resultado principalmente de suas posições históricas na Oi e na Eternit.
Em 2026, ele vendeu 125 mil ações preferenciais da Oi e reduziu pela metade sua participação na companhia, após a venda, Adler passou a deter 122 mil ações preferenciais da Oi,(0,04% do capital social da empresa), mas não foi divulgado seu patrimônio atualizado.
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A trajetória de Victor Adler reúne décadas de atuação discreta no mercado de ações brasileiro, com destaque para sua participação histórica na Eternit e suas posições relevantes em companhias como Eletrobras e Oi.
Sua atuação ajuda a compreender como uma estratégia consistente de longo prazo, focada em dividendos e concentração em poucas empresas, pode construir uma posição de destaque na bolsa, mesmo sem exposição pública.
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